Custo da cesta básica em Natal recua

Publicação: 2018-11-08 00:00:00 | Comentários: 0
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O preço do conjunto de alimentos essenciais aumentou em 16 das 18 cidades onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As altas mais expressivas foram registradas em Fortaleza (7,15%), Porto Alegre (6,35%), Vitória (6,08%) e Rio de Janeiro (6,02%). As retrações aconteceram em Recife (-0,77%) e Natal (-0,12%).

Valor da cesta básica em Natal sofreu recuo de 0,12% em outubro; valor tabulado é de R$ 329,90
Valor da cesta básica em Natal sofreu recuo de 0,12% em outubro; valor tabulado é de R$ 329,90

No município de Natal, o custo do conjunto dos alimentos básicos diminuiu 0,12% em relação a setembro e totalizou R$ 329,90. Foi o menor valor entre as 18 capitais pesquisadas pelo DIEESE. Em 12 meses, foi registrada variação anual positiva de 1,48% e, nos 10 meses de 2018, de -0,39%.

Entre setembro e outubro de 2018, oito produtos tiveram redução em seu preço: banana (-16,95%), farinha de mandioca (-8,54%), leite integral (-2,51%), açúcar refinado (-2,26%), manteiga (-0,97%), café em pó (-0,85%), óleo de soja (-0,80%) e carne bovina de primeira (-0,17%). Os preços dos outros quatro produtos tiveram aumento: tomate (18,14%), feijão carioquinha (1,84%), pão francês (1,35%) e arroz agulhinha (0,38%).

Em 12 meses, sete produtos tiveram taxa acumulada negativa de preços: banana (-29,17%), farinha de mandioca (-21,74%), açúcar refinado (-15,62%), feijão carioquinha (-14,18%), café em pó (-2,67%), óleo de soja (-1,86%) e manteiga (-1,09%). Outros cinco produtos mostraram elevação em seu preço médio: tomate (31,46%), leite integral (17,96%), pão francês (11,25%), carne bovina de primeira (3,51%) e arroz agulhinha (1,74%).

O trabalhador natalense cuja remuneração equivale ao salário mínimo precisou cumprir jornada de trabalho, em outubro, de 76 horas e 05 minutos; e, em setembro, de 76 horas e 10 minutos. Em outubro de 2017, a jornada era de 76 horas e 20 minutos.

Em outubro de 2018, o custo da cesta em Natal comprometeu 37,59% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em setembro, o percentual exigido era de 37,63%; e, em outubro de 2017, de 37,71%.

Salário
Com base na cesta mais cara, que, em outubro, foi a de Florianópolis, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em outubro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a

R$ 3.783,39, ou 3,97 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00. Em setembro, tinha sido estimado em R$ 3.658,39, ou 3,83 vezes o piso mínimo do país. Em outubro de 2017, o mínimo necessário era equivalente a R$ 3.754,16, ou 4,01 vezes o salário mínimo nacional daquele ano, correspondente a R$ 937,00.



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