Custo médio por voto para a Prefeitura de Natal fica em R$ 17,20

Publicação: 2020-11-22 00:00:00
Com uma despesa contratada de R$ 5,9 milhões os 13 candidatos a prefeito de Natal durante os quase 50 dias da campanha eleitoral deste ano, o custo per capita dos votos saiu por R$ 17,20, considerando os 344.222 votos válidos para a eleição majoritária. 

Créditos: ARQUIVONa proporção da despesa por voto, a candidata com custo mais alto chegou a R$ 66,13 em NatalNa proporção da despesa por voto, a candidata com custo mais alto chegou a R$ 66,13 em Natal


Em valores absolutos, o reeleito prefeito Álvaro Dias (PSDB) foi quem contratou o maior volume de despesas na campanha - cerca de R$ 2,48 milhões, mas proporcionalmente à votação (194.764 sufrágios) obtida nas eleições de domingo (15) é um dos quatros candidatos que menos gastaram no pleito - R$ 12,73, atrás apenas dos candidatos Kelps Lima (Solidariedade), R$ 10,72; Nevinha Valentim (PSOL), R$ 5,87 e Rosália Fernandes (PSTU), R$ 4,58.

Proporcionalmente, à campanha mais cara para prefeito de Natal, foi da candidata do partido Democracia Cristã (DC), Jaidy Oliveira, que contratou somente R$ 24,67 mil em despesas, mas só foi votada por 373 eleitores. O custo per capita de sua campanha foi de R$ 66,13.

Proporcionalmente, o candidato do PC do B, auditor fiscal Fernando Freitas, teve a segunda campanha mais onerosa em Natal, o voto de cada um dos seus 1.428 eleitores custou R$ 45,27. Já o terceiro mais alto custeio da campanha foi do candidato do Partido Verde (PV), professor Carlos Alberto Freire, que somou R$ 212,32 mil em despesas, mas como só teve 4.743 sufrágios, cada voto custou R$ 44,76.
Candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o senador Jean Paul Prates foi o segundo a gastar mais recursos na campanha eleitoral - cerca de R$ 1,20 milhão. Como obteve pouco mais de 49 mil sufrágios, foi o sétimo candidato que mais gastou na campanha, o voto lhe custou o investimento de R$ 24,16.

O cálculo foi feito a partir de dados da prestação de contas dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acessados na tarde da última sexta-feira. O custo por voto foi obtido pela divisão entre as despesas contratadas na campanha e o número de votos recebidos. 

Reeleição de prefeita vai a R$ 65 por voto em Palmas 
Os sete prefeitos eleitos em 1.º turno nas capitais apresentam desempenhos distintos quando a comparação é o custo por voto. Rafael Greca (DEM), reeleito em Curitiba, gastou R$ 4,24 na campanha para cada apoio conquistado nas urnas. Já o novo mandato de Cinthia Ribeiro (PSDB), em Palmas, exigiu um valor 15 vezes maior, R$ 65,10.

O cálculo foi feito a partir de dados da prestação de contas dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acessados na tarde de ontem. O custo por voto foi obtido pela divisão entre as despesas contratadas na campanha e o número de votos recebidos. O resultado ainda não é definitivo, pois os candidatos podem relatar gastos até 15 de dezembro, segundo o calendário oficial das eleições. 

Greca teve a preferência de 499.821 eleitores, 59,74% dos votos válidos. Em números absolutos, ele foi o segundo candidato da capital paranaense que mais investiu, R$ 2,1 milhões. Segundo colocado na disputa curitibana, Goura (PDT) fez 110 mil votos gastando quase R$ 743 mil - R$ 6,69 por voto. A relação investimento por voto mais alta em Curitiba é a de Christiane Yared (PL), que gastou mais do que o prefeito eleito, R$ 2,9 milhões, e teve pouco mais de 32 mil votos - R$ 89,27 cada.

Em Palmas, Cinthia Ribeiro venceu com 36,24% dos votos válidos. A cidade é a única capital com menos de 200 mil eleitores, o que inviabiliza uma segunda votação. Ela informou R$ 3 milhões de gastos e teve o maior custo por voto entre os eleitos nas capitais. Ainda assim, é superada por outros quatro adversários locais - o caso mais extremo é o de Vanda Monteiro (PSL), que ficou em 5.º lugar mesmo despejando R$ 3,16 milhões na campanha, ou R$ 284,98 por voto. 
Em números absolutos, o maior investimento entre os prefeitos eleitos foi o de Bruno Reis (DEM), eleito em Salvador com apoio do prefeito ACM Neto. Até ontem, Reis havia informado despesas de R$ 10,2 milhões - o dobro dos gastos de todos os adversários somados. O custo por voto, porém, é apenas o terceiro maior entre eleitos nas capitais, R$ 13,13, em razão de sua votação expressiva.

A campanha de Alexandre Kalil (PSD), em Belo Horizonte, informou despesa de R$ 5,49 milhões, ou R$ 7,01 por voto. Marquinhos Trad (PSD), reeleito em Campo Grande, apresentou gastos por voto de R$ 4,78. Em Florianópolis, Gean Loureiro (DEM) gastou R$ 16,19. A relação entre investimento e voto do prefeito reeleito em Natal, Álvaro Dias (PSDB), foi de R$ 12,73.

Eleições 2020
Custo da campanha para prefeito de Natal
Votos válidos 344.222
Despesa dos candidatos R$ 5.918.906,58
Custo por eleitor R$ 17,20

Custo dos votos dos candidatos por eleitor
Despesas contratadas por candidato
Álvaro Dias (PSDB) R$ 2.479.179,10
Jean Paul (PT) R$ 1.195.653,02
Hermano Morais (PSB) R$ 470.195,00
Sérgio Leocádio (PSL) R$ 729.723,13
Hélio Oliveira (PRTB) R$ 232.047,50
Carlos Alberto (PV) R$ 212.317,23
André Azevedo (PSC) R$ 190.710,90
Kelps Lima (SOLIDARIEDADE) R$ 216.530,48
Nevinha Valentim (PSOL) R$ 23.222,10
Fernando Freitas (PC do B) R$ 64.650,00
Afrânio Miranda (PODE) R$ 75.734,77
Jaidy Oliveira (DC) R$ 24.665,35
Rosália Fernandes (PSTU) R$ 4.028,00

Votação dos candidatos
Álvaro Dias 194.764
Jean Paul 49.494
Sérgio Leocádio 35.181
Kelps Lima 20.190
Hermano Morais 11.626
Hélio Oliveira 9.398
André Azevedo 6.530
Afrânio Miranda 5.656
Carlos Alberto 4.743
Nevinha Valentim 3.959
Fernando Freitas 1.428
Rosália Fernandes 880
Jaidy Oliveira 373

Custo per capita/eleitor
Jaidy Oliveira R$ 66,13
Fernando Freitas R$ 45,27
Carlos Alberto R$ 44,76
Hermano Morais R$ 40,44
André Azevedo R$ 29,21
Hélio Oliveira R$ 24,69
Jean Paul R$ 24,16
Sérgio Leocádio R$ 20,75
Afrânio Miranda R$ 13,39
Álvaro Dias R$ 12,73
Kelps Lima R$ 10,72
Nevinha Valentim R$ 5,87
Rosália Fernandes R$ 4,58