Da carreira acadêmica à Assembleia Constituinte

Publicação: 2017-06-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Wilma Maria de Faria nasceu em Mossoró, em 17 de fevereiro de 1945, filha do casal Morton Mariz de Faria e Francisca Sales Paraguai Faria. Um dos seus tio-avô paterno, foi Juvenal Lamartine de Faria, deputado federal pelo Rio Grande do Norte de 1906-1926, senador em 1927 e governador do estado de 1928 a 1930. Outro tio-avô foi Dinarte Mariz, chefe político do Rio Grande do Norte nas revoluções de 1930 e 1932, senador de 1955 a 1956, governador de 1956 a 1961 e, novamente, senador de 1963 a 1984.

Apesar dos antecedentes políticos, os interesses iniciais de Wilma de Faria foram a família e a carreira acadêmica. Ainda jovem, casou-se com o médico Lavoisier Maia, integrante de uma das famílias com atuação política de destaque no Estado, via o senador Dinarte Mariz, a partir dos governos militares instaurados em 1964. Do casamento, Wilma teve quatro filhos: Lauro, Cinthia, Cristina e Márcia Maia (esta última é deputada estadual)

Formada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 1975, Wilma tornou-se professora-assistente do Departamento de Educação do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFRN e, em seguida, assessora da Secretaria de Educação e Cultura de Natal de 1976 a 1977, e coordenadora de projetos e convênios da Pró-Reitoria de Planejamento e Coordenação Geral da UFRN de 1977 a 1978. Nesse último ano, na mesma universidade, concluiu o curso de especialização em sociologia.

Em 1978, com a nomeação de Lavoisier Maia para o governo do RN, Wilma  passa a coordenar o Programa Nacional do Voluntariado (Pronav), da Legião Brasileira de Assistência (LBA), e presidiur o Movimento de Integração e Orientação Social (Meios) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Em 1979, no México, participou como convidada especial, de seminário internacional sobre o problema populacional na América Latina, além de fazer viagem de estudos ao Centro Agronômico Tropical de Investigação e Ensino, em San José da Costa Rica, a convite do Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas.

Com o restabelecimento das eleições diretas para os governos estaduais, em 1982, José Agripino Maia, do Partido Democrático Social (PDS), primo de seu marido, é eleito para o governo do Rio Grande do Norte. Wilma é, então, convidada para a Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social, além de presidir a Fundação Estadual do Trabalho e Ação Comunitária e o Conselho Estadual de Menores, funções que exerceu até o fim do governo.

É com base nesta trabalho que o marido Lavoisier e o primo José Agripino a lançam como candidata à prefeitura de Natal, nas eleições diretas de 1985.

Filiada ao PDS, ela perde o pleito para o então deputado federal Garibaldi Filho (PMDB). No ano seguinte, é eleita deputada federal a atua na Assembléia Constituinte. Seus votos em temas relacionados a direitos sociais e dos trabalhadores fizeram-na figurar entre os deputados nota 10, distinção concedida pelo Departamento Intersindical de Assuntos Parlamentares (Diap).

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