Déficit é alarmante, afirma José Dias

Publicação: 2020-02-14 00:00:00
A+ A-
Escolhido líder da bancada da oposição pelos deputados que a integram na sessão legislativa de 2020, o deputado José Dias (PSDB) considera “alarmantes”os dados do déficit da previdência estadual. “Não só a governadora Fátima Bezerra, como o PT e toda a esquerda diziam que não existia déficit na previdência do Rio Grande do Norte e do Brasil”, disse o deputado.

Créditos: DivulgaçãoJosé Dias anuncia que vai votar favorável ao projeto de reformaJosé Dias anuncia que vai votar favorável ao projeto de reforma


“Os dados que foram apresentados são realmente alarmantes e isso prova a inconsistência política daqueles que governam o nosso Estado, porque é impossível pela clareza dos dados apresentados que eles não soubessem que essa situação já existia”, afirmou José Dias, ontem de manhã, no plenário da Casa.

O deputado José Dias afirmou que votará favoravelmente à Reforma da Previdência, que mesmo sendo aprovada, não irá resolver as questões do Rio Grande do Norte. “A reforma tem uma finalidade de enquadrar o Rio Grande do Norte em programas de transferências voluntárias do Governo Federal e no programa de recuperação dos estados. Não vai resolver todos os problemas, mas é muito necessária, por isso eu volto a favor”, disse ele.

Já à tarde, uma audiência pública na Assembleia, proposta pelo deputado Sandro Pimentel, debateu a proposta de reforma previdenciária do  governo, que mandou como representante o presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado (Ipern), Nereu Linhares.

“Entendemos que essa matéria precisa ser debatida exaustivamente. Estamos lidando com vidas de pessoas. Precisamos olhar a situação do estado com esse déficit, que não foi criado pelo servidor, mas ele existe. Mas também olhar para a grande parcela dos servidores que já estão com esse prejuízo de achatamento de salários há algum tempo”, afirmou Sandro Pimentel.

O deputado do PSOL questionou, ainda, a necessidade de aprovação da matéria para que entre em vigor até julho, pois as previdências complementares e adequações da reforma têm prazo de até dois anos para serem implementadas: “Portanto, na nossa opinião, essa informação de que o prazo é até julho não precede”.

“A gente não teria como dissecar o projeto todo hoje, mas sobre o artigo 4º, que foi questionado pelo deputado propositor, a alíquota passará de 11 para 14% porque a Constituição Federal fala que a alíquota dos servidores estaduais não poderá ser inferior à alíquota federal”, defendeu Nereu Linhares. Ele também, advertiu, com relação a prazos, que “o disposto no artigo 33 em diante, o prazo de dois anos é para a implantação da previdência complementar, que é onde o servidor vai fazer um depósito para ter um rendimento futuro”.






Deixe seu comentário!

Comentários