Economia
Dólar cai 0,51% após intervenção do BC
Publicado: 00:00:00 - 14/10/2021 Atualizado: 21:57:57 - 13/10/2021
São Paulo (AE) - Em dia de expectativa pela ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), o que mexeu mesmo com o dólar no mercado doméstico de câmbio foi a mão pesada do Banco Central, com o anúncio da oferta de até US$ 1 bilhão em novos swaps cambiais logo após às 15 horas - justamente no momento em que era divulgado o documento do BC americano.

A intervenção da autoridade monetária quebrou a onda de escalada do dólar, que havia corrido até a máxima de R$ 5,5731 no início da tarde, na contramão do comportamento da moeda americana no exterior. Esse descasamento era visto como um sinal de "disfuncionalidade" do mercado em meio à demanda pontual e concentrada por dólares, seja para hedge ou até mesmo por conta de movimentos especulativos.

O dólar começou a murchar assim que o BC anunciou a oferta e se firmou em queda em meio à realização do leilão, com todos os 20 mil contratos (US$ 1 bilhão) sendo absorvidos. Com um vendedor de peso no mercado, o dólar à vista desceu até a mínima de R$ 5,5001. No fim da sessão, era negociado a R$ 5,5091, em queda de 0,51%. O giro com contrato futuro para novembro era elevado, na casa dos US$ 15,6 bilhões.

Pela manhã, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, reiterou que o BC não interfere no câmbio para combater a inflação, papel que cabe ao manejo da taxa Selic no regime de metas. "Não faremos isso intervir no câmbio para controlar a inflação. No curto prazo, o câmbio tem mais efeito, mas, no horizonte relevante, não", disse, sobre os tempos diferentes de efeito do câmbio e da Selic sobre a dinâmica dos índices de preços.

Bolsa
Pela segunda vez em três sessões, o Ibovespa retomou o nível de 114 mil pontos nos melhores momentos do dia, à tarde, sem conseguir sustentá-lo até o fechamento, quando fechou com alta de 1,14% aos  113.455,92 pontos. Na semana e no mês, o Ibovespa mostra sinal positivo, com avanços respectivamente de 0,55% e 2,23%, limitando as perdas do ano a 4,67%.

Ao final, os ganhos em Petrobras (ON +1,78%, PN +1,06%) e, em menor grau, na maior parte das ações de grandes bancos (Bradesco ON +0,51%, Itaú PN +0,12%) acabaram neutralizando o efeito da queda em Vale (ON -2,96%, segunda maior perda do dia na carteira Ibovespa, atrás de PetroRio -3,02%) e de parte do setor de siderurgia (Usiminas PNA -1,33%, quinta maior queda do dia; CSN ON -2,31%, terceira maior perda no Ibovespa desta quarta-feira). Na ponta oposta, destaque para a recuperação observada tanto em Banco Pan (+9,68%) como em Banco Inter (PN +8,71%, Unit +7,80%), à frente de Petz (+6,73%) e Pão de Açúcar (+6,72%).

As ações da Petrobras conseguiram operar na contramão do sinal emitido pelas cotações da commodity, em baixa moderada na sessão. Em relatório mensal divulgado nesta quarta, a Opep reduziu sua previsão de alta na demanda global em 2021, para 5,8 milhões de barris por dia. O corte na projeção foi justificado pela demanda abaixo do esperado nos primeiros nove meses deste ano. 

Leia também

Plantão de Notícias

Baixe Grátis o App Tribuna do Norte

Jornal Impresso

Edição do dia:
Edição do Dia - Jornal Tribuna do Norte