De Nelson Motta, 'O Frenético Dancin’Days' aporta em Natal

Publicação: 2019-05-22 00:00:00 | Comentários: 0
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As asas abertas e as feras soltas marcaram o Rio de Janeiro da segunda metade dos anos 1970. A Frenetic Dancing´Days Discotheque, boate idealizada pelos amigos Nelson Motta, Scarlet Moon, Leonardo Netto, Dom Pepe e Djalma Limongi, era um ponto de encontro de gente descolada. Quatro décadas depois, o espetáculo  ‘O Frenético Dancin’Days' transporta para o palco a aura mítica em torno do lugar. Não à toa, tem sido o grande sucesso da temporada e já foi visto por mais de 100 mil pessoas, entre Rio e São Paulo, aonde permanece em cartaz até o final de maio. Depois, o musical cai na estrada e percorre seis cidades brasileiras. Em Natal, as apresentações acontecem nos dias 21 e 22 junho, no Teatro Riachuelo.

Musical dirigido por Deborah Colker transporta o espectador para os tempos da Dancing’Days
Musical dirigido por Deborah Colker transporta o espectador para os tempos da Dancing’Days

Nelson Motta (ao lado de Patrícia Andrade) assinou o texto com a absoluta propriedade de quem foi um dos fundadores da boate e viveu toda a agitação que marcou o Rio naquela época. Deborah Colker aceitou o desafio e fez sua estreia na direção teatral, além de assinar as coreografias, ao lado de Jacqueline Motta. A realização é das Irmãs Motta e Opus, produção geral de Joana Motta.

Autor de musicais consagrados como ‘Elis, a musical’, ‘Tim Maia- Vale Tudo, o musical’ e ‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’, Nelson Motta afirma que nunca foi tão feliz com um espetáculo. “Esse musical é uma festa, as pessoas ficam enlouquecidas na plateia, parece que estamos mesmo voltando aos tempos da boate. É uma alegria imensa”, festeja. Eu sabia da potência, da força do Dancin´Days, de como ele mudou a cidade. A boate chegou com esse caráter libertário, lá as pessoas eram livres, podiam ser como elas são. Isso tem uma grande força política, social, filosófica, artística. Não há nada como o livre arbítrio, estar em um lugar onde você vai ser quem você é”, afirma Deborah. 

O musical é uma superprodução, com 17 atores e seis bailarinos. Deborah Colker (premiada na Rússia com o Prix Benois de la Danse, considerado o Oscar da Dança) assina também as coreografias (ao lado de Jacqueline Motta) e tem ao seu lado uma ficha técnica de peso: Gringo Cardia (cenografia e direção de arte), Maneco Quinderé (desenho de luz), Alexandre Elias (direção musical), Fernando Cozendey (figurinos) e Max Weber (visagismo). Passarão pelo palco os principais personagens que marcaram não apenas a história da boate, mas da cultura nacional.





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