De Niro e Scorsese ao infinito

Publicação: 2019-11-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Alex Medeiros
alexmedeiros1959@gmail.com

Aprendi por experiência própria a não temer entrar no escuro do cinema quando o filme em cartaz tem um astro ou estrela de primeira grandeza. Dificilmente haverá insatisfação após a exibição, salvo nalguns casos de pipocas e refrigerantes com seus preços dos tempos de hiperinflação. Tem um filme com Meryl Streep, Clint Eastwood, Di Caprio, John Deep, Emma Stone, Robert Downey Jr., Julia Roberts, Cate Blanchet, não titubeie, entra que é bom.

Jamais tive dúvidas na escolha por filmes estrelados por Robert De Niro e Al Pacino, a dupla que melhor representa o antes e o depois dos anos dourados de Hollywood. O melhor nos dois é que qualquer adjetivo elogiável cabe nos seus papeis e nas obras em que atuam. Ao longo dos anos, citar ambos como melhores atores parece-nos um voto siamês, como se fossem inseparáveis.

E quando ambos se juntaram ao diretor Martin Scorsese, não só todos nós ganhamos histórias inesquecíveis como a própria indústria cinematográfica demarcou sua história a partir da grandiosidade artística desse triunvirato.

Estamos de novo emulados na expectativa de mais uma vez assistir De Niro e Pacino dirigidos por Scorsese, agora num filme produzido pelo serviço de streaming Netflix, essa coisa tecnológica que não nos deixa mais sair de casa.

O filme O Irlandês, que estreou apenas em cinemas norte-americanos, com algumas migalhas de salas na Europa, está em cartaz na Netflix, o trailer disponível desde setembro, como uma vitrine de doces para atrair crianças.

Por enquanto, as resenhas pelo mundo são mais que favoráveis, afora uma suspeita levantada de que o roteiro baseado no “I Heard You Paint Houses”, de Charles Brandt, não trata com fidelidade os autoproclamados fatos reais.

É a história do sumiço de Jimmy Hoffa, um mafioso supostamente assassinado por outro, Frank Sheeran. O primeiro interpretado por Pacino, o segundo por De Niro. O jornal Daily Beast foi o primeiro a questionar a versão do livro.

Mas não é uma questão que vá comprometer a qualidade do filme, já que cinema abordando a vida real tem sempre a licença poética para alcançar os objetivos do diretor. Que se apaguem as luzes do quarto ou da sala de estar.

O Irlandês é tão somente o nono filme com Martin Scorsese dirigindo Robert De Niro. Um gigante orientando um monstro; e de sobra com mais dois dos velhos tempos das fitas de máfia, Al Pacino e Joe Pesci. Ah, e Harvey Keitel.

Enquanto isso De Niro acaba de ser o escolhido para uma homenagem especial no American Actors Guild, o sindicato onde ele é filiado há mais de meio século. O prêmio será entregue em 2020, pelo conjunto da sua obra.

No comunicado à imprensa sobre a honraria, a presidente da entidade, Gabrielle Carteis afirmou que “De Niro é um ator de extraordinária profundidade e habilidades, os personagens que cria cativam nossa imaginação”.

De tudo espetacular que ele fez, não esqueço a cena de violência mais tensa que alguém já fez, sem, no entanto, não haver a violência. O diálogo entre ele e Juliette Lewis num teatro, em Cabo do Medo, antecipa em nós um estupro ausente. Uma parceria dele com Scorsese. Gênios.

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