De volta à ficção fantástica

Publicação: 2011-09-15 00:00:00 | Comentários: 1
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Yuno Silva
repórter


O universo fantástico de Pablo Capistrano, já experimentado em 2005 no título “Pequenas Catástrofes”, volta ao centro das atenções em “É preciso ter sorte quando se está em guerra”. Com lançamento marcado para esta quinta-feira, às 18h, na Siciliano do Natal Shopping, a publicação chega às prateleiras chancelado pelo selo editorial Jovens Escribas e traz na essência a mesma fórmula que chamou atenção da editora Rocco, que republicou “Pequenas...” na série Safra XXI.

Cinco anos depois de "Pequenas Catástrofes", Capistrano volta ao tema de ficção científica e fantasiaE que fórmula é essa? A literatura de Capistrano tem a singular característica de liquidificar com maestria influências da cultura pop, da ficção científica, reflexões filosóficas, psicodelismo, música, cinema e história em quadrinhos. “Não há como fugir desse círculo, faz parte da minha maneira de produzir. Estava pensando nisso outro dia, pois quando avaliamos com certo distanciamento passamos a encontrar pistas antes invisíveis, e percebo a presença de uma aventura lisérgica, que brinca com a natureza da realidade”, avalia Pablo.

Segundo livro de ficção do filósofo e escritor, “É preciso ter sorte quando se está em guerra” é ambientado em Natal e arredores e traz três contos sem ligação aparente – a não ser pela mistura de elementos que permeiam experiências cósmicas, sobrenaturais e filosóficas. “Tenho a limitação de não inventar cenários, e até prefiro que seja assim, pois, no meu caso, confere maior presença da personalidade. Me sinto mais à vontade para criar em cima do que conheço”, disse o autor. Pablo explica brevemente o livro como “três narrativas protagonizadas por homens em idades diferentes, sentindo as metamorfoses de uma época sombria”, adianta. “São histórias sobre os abismos de nosso tempo marcado por uma estranha guerra interior que mistura amor, loucura, morte e pensamento em meio ao acaso de uma época em que ter sorte é fundamental”, complementa.

O primeiro conto, “A escada de Jacó”, é escrito em primeira pessoa; enquanto os outros dois em terceira: “Saudades do amor” é ambientado na Natal dos anos noventa; e o “O sutra do girassol” traz inspiração em conto do beatnik Allen Ginsberg. Como não adianta querer interpretar o conteúdo a partir do título, Pablo frisa: “Acredito que nem tudo que é simples, é superficial. Assim como nem tudo que é complexo é profundo.”, garante o autor, aguçando a curiosidade dos leitores.

A orelha de “É preciso ter sorte quando se está em guerra” é assinada pelo escritor gaúcho e parceiros dos Jovens Escribas Daniel Galera - “Considero o trabalho de Pablo o trabalho de um ficcionista fascinado com as múltiplas formas que a humanidade encontrou para explicar o mundo, e sem dúvida esse fascínio contaminará o leitor desses contos”, afirmou Galera.Iniciado em 2007 e concluído em 2010, este é o quinto livro de Pablo Capistrano, que já publicou, além da ficção anterior, um livro de crônicas com teor filosófico, contos e poemas. “Estou com um novo projeto para contar a história do jazz através de crônicas, textos curtos que já circulam na internet. Minha tese também deverá chegar às prateleiras, mas com um perfil mais técnico”, adianta o escritor, que pretende disponibilizar no futuro sua obra em formato PDF gratuitamente na internet.

SERVIÇO

Lançamento do livro “É preciso ter sorte quando se está em guerra”, de Pablo Capistrano. Hoje, ás 18h, na livraria Siciliano do Natal Shopping.

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Comentários

  • verasjalles

    Parabéns a literatura de Pabro Capistrano; é preciso lê-lo.