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Natal
Defensoria cobra reativação de UTI
Publicado: 00:00:00 - 18/11/2016 Atualizado: 12:29:55 - 18/11/2016
Hana Dourado
repórter


A Defensoria Pública do Rio Grande do Norte vai entrar com uma ação civil pública coletiva contra o Governo do Estado a fim de garantir o retorno do atendimento da UTI do Hospital Infantil Maria Alice Fernandes. A decisão do pedido foi tomada após inspeção na UTI pediátrica do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, na manhã de ontem (17).
Na UTI pediátrica do Walfredo Gurgel, para onde foram transferidos leitos do Hospital Maria Alice, faltam profissionais na escala
Na vistoria, a Defensoria constatou problemas que iam desde a falta de médicos - para compor a escala de plantão -, até a falta de medicamentos e insumos básicos. Em outubro passado, a UTI pediátrica do Walfredo Gurgel foi ameaçada de fechar devido à falta de médicos para compor a escala de plantão. Para resolver o problema, o Governo do Estado transferiu parte dos leitos e dos intensivistas do Maria Alice Fernandes para concentrar o atendimento no Walfredo. Ao todo, quatro leitos do hospital infantil, além de quatro médicos foram transferidos ao maior hospital geral do Estado. A medida surtiu efeito e o atendimento no Walfredo foi mantido. Por outro lado, a UTI do Hospital Maria Alice Fernandes foi fechada.

Segundo a Defensoria Pública, o hospital infantil possui seis leitos de UTIs desativados - fora os quatro que foram transferidos ao Walfredo Gurgel. Desse número, cinco são de atendimento neonatal e um pediátrico. “Em vez de fechar as UTI’s, era para se abrir novas vagas. No Maria Alice, um hospital de retaguarda para cirurgias pediátricas, foram perdidos os leitos para as crianças de 0 a 28 dias. Nenhum deles foi para o Walfredo. Temos um total de seis leitos sem uso. A UTI não pode ficar fechada”, destacou a coordenadora do Núcleo de Tutelas Coletivas da Defensoria Pública, Cláudia Carvalho.

De acordo com Cláudia Carvalho, até a próxima segunda-feira (21), a Defensoria vai entrar com ação coletiva para garantir a contratação de pessoal e a reabertura da UTI do Maria Alice.  “Há um conflito de informações quanto à escala de plantão. No portal da transparência diz uma coisa, mas in loco é outra. Entre os inúmeros problemas, faltam diaristas na escala”, contou a defensora, informando que vai solicitar na Justiça a relação com a escala completa da UTI Pediátrica do Walfredo.
Lizicínia, diretora do WG
Ainda segundo Cláudia Carvalho, além da situação da distribuição de médicos no setor da UTI, o Walfredo Gurgel sofre com a falta de medicamentos e insumos. Nesta quinta-feira, por exemplo, o hospital contava com apenas 200 máscaras cirúrgicas. O baixo estoque de material, acabou gerando um ‘racionamento’ e apenas o corpo de funcionários está recebendo as máscaras. A distribuição acontece dando prioridade ao setor de pronto-socorro, seguido do Centro Cirúrgico, UTI’s e demais setores.

A TRIBUNA DO NORTE teve acesso à lista de itens em situação crítica no Walfredo Gurgel. O documento cedido à Defensoria Pública, e datado em 4 de novembro, expõe 66 produtos (medicamentos, material médico-hospitalar, saneantes e conservantes) com estoque zerado no hospital. Entram na lista desde medicamentos essenciais, como a Enoxaparina - que tem efeito anticoagulante -, até luvas e coletor de urina.

Providências
A direção do Walfredo Gurgel reconheceu o problema quanto à oferta de insumos. Para contornar a situação, o hospital teve uma reunião na última quarta-feira (16), com o secretário de Estado da Saúde Pública, George Antunes de Oliveira.

Na ocasião, ficou definido que haverá um remanejamento de orçamento para a compra de insumos. “A ideia é tirar o dinheiro que seria destinado para a compra de medicamento que não existe para vender no mercado, para comprar o material que nós precisamos de imediato. Estamos fazendo um levantamento para ver o que está parado e, acredito, que até segunda-feira (21), a gente tenha uma ideia do valor que ficará disponível”, esclareceu Lizicínia da Costa, diretora administrativa do Walfredo Gurgel.

Já em relação à escala de plantão da UTI Pediátrica, o hospital garantiu que o atendimento não será prejudicado, uma vez que a escala de novembro já está concluída.

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