Defesa Civil garante que não há risco

Publicação: 2019-04-25 00:00:00 | Comentários: 0
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A barragem de São Miguel 2, está fora de risco iminente de rompimento, afirma a defesa civil estadual. Desde o último domingo (21), a barragem de 8,5 milhões de metros cúbicos localizada no município de Fernando Pedroza vem sendo monitorada pela defesa civil, pois poderia romper e provocar danos nas cidades de Angicos, Fernando Pedroza e Ipanguaçu. De acordo com o coordenador estadual da defesa civil, coronel Marcos Carvalho, a ausência de chuva dos últimos dias fez com que o nível da água do reservatório baixasse o suficiente para que as obras de engenharia paliativas fossem feitas no local.

Defesa Civil do estado e nacional vêm fazendo inspeção nos locais atingidos e monitorando áreas em Santana do Matos, para orientar população
Defesa Civil do estado e nacional vêm fazendo inspeção nos locais atingidos e monitorando áreas em Santana do Matos, para orientar população

“A situação do reservatório hoje é de que não há risco iminente de rompimento em hipótese alguma. Os níveis do reservatório já estão muito abaixo dos observados na situação da enxurrada de domingo”, afirma  Carvalho.

Em caso de rompimento, a estimativa é de que 2,4 mil pessoas seriam afetadas pela mancha de inundação: 900 em Angicos, e 1,5 mil em Ipanguaçu. Em Fernando Pedroza e Ipanguaçu, a maior parte da população afetada estaria nas áreas rurais do município, enquanto em Angicos, parte da área urbana também poderia ser afetada.

A preocupação em torno da barragem São Miguel 2 iniciou após o rompimento do açude São Miguel 1, também em Fernando Pedroza. O rompimento fez com que uma ponte, que liga a rodovia RN-041, em Santana do Matos, à BR-304, fosse derrubada. Na última terça-feira (23), o Governo do Estado publicou um decreto de situação de emergência para quatro municípios: Santana do Matos, Angicos, Ipanguaçu e Fernando Pedroza.

A ideia é que o decreto permita ao estado captar recursos para consertar os estragos deixados pelo primeiro rompimento na RN-304 e nas áreas próximas afetadas. Uma vez publicado, o decreto terá 15 dias para ser reconhecido pela presidência da república. “O estado reúne as condições, já que o decreto já foi editado, para um quadro de reconhecimento”, diz o coronel. Além do decreto, dois engenheiros especialistas em barragens foram enviados pelo Governo Federal para auxiliar no monitoramento e vistoria das barragens próximas.

Estava prevista para essa quarta-feira (24) a conclusão do canal de drenagem que vai permitir da vazão à água do açude para outros reservatórios próximos, reduzindo o risco de rompimento da barragem. A intenção dos engenheiros é reduzir em 80 centímetros a lâmina de água da São Miguel 2, o que equivale a cerca de 1,5 milhão de metros cúbicos de água. “O rebaixamento da lâmina em 80 centímetros será feito de forma gradual e controlada, porque vamos ter que liberar água para o rio e observar o comportamento do escoamento dessa água”, explica Carvalho.

Ainda de acordo com ele, a defesa civil realizou vistorias nas barragens de São Joaquim e o Açude do Rio, em Angicos, e o açude de Pataxó, em Ipanguaçu. "Hoje, todos esses conseguem receber uma vazão a mais que será lançada na calha do rio pelo canal de drenagem sem atingir a cota de inundação", completa.

Ele ressalta que a população dos municípios vem colaborado integralmente com o trabalho da defesa civil, e que mecanismos para alertar em caso de rompimento já foram estabelecidos. Em Angicos, o sino da Igreja será utilizado. Carros de som, alertas de WhatsApp e comunicados nas rádios comunitárias dos municípios também serão feitos pela defesa civil. “A população já está ciente do local seguro pré-estabelecido, e vem colaborando bastante com a ação da defesa civil, seguindo todas as nossas orientações”, afirma o coronel.

Previsão
De acordo com o departamento de meteorologia da Empresa de Pesquisas Agropecuárias do RN (Emparn), a previsão para os próximos dias é de chuvas em todo estado, inclusive na região central onde está localizada a barragem São Miguel 2.  O chefe do departamento, meteorologista Gilmar Bristot, afirma que entrou em contato com o Corpo de Bombeiros para alertar sobre a possibilidade de chuvas intensas nos próximos dias e no fim de semana.

“Há previsão de chuvas mais fortes, o que pode atrapalhar a operação, pois você terá o solo mais molhado e dificuldade de operação de maquinário, além da pressão da própria barragem, que tem 8,5 milhões de metros cúbicos”, afirma Bristot. 

Formas de alerta em caso de rompimento:
Sinos da Igreja

Carros de som

Alertas de WhatsApp

Rádio comunitária













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