Defesa Civil se prepara para consequências de possível ruptura de barragem no RN

Publicação: 2019-04-24 12:03:00 | Comentários: 0
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Agentes das defesas civis Nacional, estadual e municipal, em ação conjunta com técnicos e engenheiros do Instituto de Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), estão monitorando o açude São Miguel 2, em Fernando Pedroza, região Central do estado, que está com um grande volume d'água e risco de rompimento. O objetivo é evitar um possível acidente no reservatório. Caso ocorra a ruptura, a água vai seguir para o Açude São Joaquim (Angicos) e Pataxó (Ipanguaçu) e há o risco de que exceda a capacidade dos outros reservatórios. Dentro do perímetro em que a água passará, as áreas com maior risco de alagamentos têm aproximadamente 2,4 mil pessoas, seno 900 em Angicos e 1.500 em Ipanguaçu.
Ponte São Miguel rompeu parte de sua estrutura no fim de semana passado devido às chuvas. Local está sendo monitorado pela Defesa Civil Estadual
Rompimento de outra barragem resultou em destruição de ponte em acesso a Santana do Matos

O técnico da Defesa Civil estadual, Jorimar Gomes, disse que há um alerta para esses moradores de Ipanguaçu e Angicos, mas que não há famílias desalojadas no momento. Informações circularam de que algumas famílias já haviam deixado as casas, o que, segundo a Defesa Civil estadual, não ocorreu.

"Nós estamos monitorando essas cidades e estamos com equipes lá. A Emparn também está verificando a situação de chuvas que podem atingir a região nos próximos dias", disse, informando ainda que, caso haja o rompimento do São Miguel 2, a lâmina d'água que sairá será de 50 centímetro, índice ideal para escorrer sem riscos.

Ainda segundo o técnico da Defesa Civil estadual, o rompimento da barragem, caso ocorre, deverá ser paulatinamente, não de uma vez, com a a vazão da água reduzindo conforme chegue a outros reservatórios.

"Por exemplo, no açude São Joaquim e Pataxó, a água não vai ser de 50cm. Ela estará em um valor menor, 35cm ou 30cm. Uma avaliação também será feita após a água passar por esses locais, quais foram os pontos de alagamento e reavaliar o açude em Fernando Pedroza", acrescentou o técnico. Além disso, o impacto social nas áreas está sendo monitorada pela Defesa Civil Nacional, do Estado e das cidades afetadas que contam com os planos de contingência para essas situações.

Nesta terça-feira (23), representantes do Departamento de Estradas e Rodagen (DER), membros da Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros e Igarne se reuniram, e chegaram a conclusão que o rebaixamento de 80 cm no açude São Miguel 2, é a melhor opção. O coordenador municipal da Defesa Civil de Fernando Pedroza, Railton falou que foi verificado alguns pontos críticos nas paredes do reservatório do açude São Miguel 2, mas equipes de técnicos estão monitorando o problema, e o rebaixamento na área que teve início previsto para esta terça-feira, deve auxiliar no escoamento da água do vertedouro e aliviar a pressão do reservatório.


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