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Degepol terá comissão de delegados para investigar mortes em Alcaçuz
Publicado: 13:34:00 - 15/01/2017 Atualizado: 14:51:18 - 16/01/2017
A Delegacia Geral de Polícia Civil montou uma comissão de delegados para investigar as mortes na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta durante rebelião que durou 14 horas. Segundo o delegado geral adjunto da Polícia Civil, Correia Júnior, cinco delegados estão neste momento no presídio e devem acompanhar o trabalho de perícia localística dos corpos.
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As equipes da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) entraram em Alcaçuz, junto com a perícia técnica do Itep/RN, por volta das 13 horas, após a varredura da Polícia Militar em nos quatro pavilhões de Alcaçuz e no Pavilhão 5 (Presídio Rogério Coutinho Madruga), para o trabalho de 'localística dos corpos'.

"Vamos fotografar os locais de crime e fazer uma perícia detalhada na área destruída do presídio", afirmou o delegado Correia Júnior, após a coletiva de imprensa no Gabinete de Gestão Integrada (GGI), na Escola de Governo, no Centro Administrativo do Governo do Estado.

O diretor geral do Itep/RN, Marcos José Brandão Guimarães, disse que não teria como estimar o tempo de duração desse trabalho. pois dependia do número de presos mortos. "Além de fotografarmos, vamos fazer a localização das áreas onde os corpos estão por meio de GPS e, até que termine esse trabalho inicial de identificação dos corpos a área ficará isolada", afirmou. O Itep/RN montou uma força tarefa para identificar os mortos e pediu apoio de dois médicos legistas da Paraíba (PB), que serão convocados se houver necessidade, segundo Brandão.    

Embora disponha de duas câmaras frias com capacidade para abrigar entre 20 e 30 corpos em cada uma delas, o instituto alugou um contêiner frigorífico para armazenar os corpos que chegarem de Alcaçuz. A ideia é garantir que não falte espaço caso o total de presos seja maior que o que vem sendo divulgado. O valor do aluguel não foi informado.

"Alugamos um contêiner frigorífico para refrigerar os corpos das possíveis vítimas, para que eles não se deteriorem e, assim, possamos fazer a identificação mais rapidamente”, disse o diretor-geral do Itep, Marcos Brandão. Além disso, o Itep/RN deve utilizar os quatro rabecões e as quatro picapes, que possui, no trabalho de remoção dos corpos. 

O órgão acionou 27 profissionais, que estão de prontidão para atuar conforme a necessidade. São peritos criminais, necropapiloscopistas, odontolegistas, assistentes sociais, psicólogos, fotógrafos forenses e motoristas.

Investigação
O delegado disse que a Secretaria de Justiça e Cidadania do RN (Sejuc) deve encaminhar a Polícia Civil a relação dos presos que integram, principalmente, o Pavilhão 5, que concentra presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), para que as oitivas sejam iniciadas. Segundo a Sejuc, pelo menos, seis líderes do PCC, encarcerados neste pavilhão, foram identificados como autores do massacre. 

Segundo ele, inicialmente, o inquérito terá prazo de 30 dias, que pode ser prorrogado. "Vamos trabalhar integrados a inteligência da Polícia Civil e da Sesed, até porque esse será um trabalho que exigirá mais empenho, precisaremos ouvir os presos de Alcaçuz, e fazer as oitivas que forem necessárias", afirma. "Faremos uma força tarefa com delegados de outras unidades, além dos da DHPP", acrescentou Correia Júnior.

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