Delícias dos ricos quintais de Apodi

Publicação: 2019-07-05 00:00:00 | Comentários: 0
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Eliade Pimentel
Jornalista

“Pode me chamar de Dona Preta”, disse Maria Libânia Neta, 62, ao receber um grupo de visitantes para o almoço, cujo menu era tipicamente sertanejo. Galinha caipira abatida e preparada por ela mesma, pirão, feijão de corda de produção própria e arroz de leite feito com o autêntico arroz da terra, produzido por colegas agricultores nas vazantes férteis do município de Apodi, distante 345 km da Capital.  Ela e seu companheiro, José Wilson da Silva, 58, pais de duas filhas, são moradores do distrito de Córrego, a 10 km do centro da maior cidade do Alto Oeste potiguar.

Maria Libânia, a “Dona Preta”, prepara um menu tipicamente sertanejo: Galinha Caipira, pirão, feijão de corda de produção própria e arroz de leite com suco de caju
Maria Libânia, a “Dona Preta”, prepara um menu tipicamente sertanejo

A refeição – servida com um suco de caju fresquinho, colhido do pomar – foi previamente encomendada e saiu ao preço de 15 reais por pessoa. Dinâmica e muito prendada, ela que também é artesã, não para um minuto sequer: além de cuidar do quintal e das criações, faz bolos, grudes, doces e outras delícias, que distribui para a vizinhança.

Comidas
Na mesa: galinha Caipira, pirão, feijão de corda de produção própria e arroz de leite com suco de caju

As produções maiores da família são comercializadas através de negociações governamentais e para a iniciativa privada, intermediadas por meio da cooperativa a qual são filiados. “Nós vivemos dessa forma simples e somos muito felizes. Gostamos que as pessoas saibam como é nossa vida”, disse, informando que dispõe de um quarto para receber hóspedes pagantes, caso optem por estender a visita ao interior.

O casal mora no distrito Córrego, a 10 km do centro da cidade
O casal mora no distrito Córrego, a 10 km do centro da cidade

O casal é adepto da produção diversificada em quintais de pelo menos dois hectares. Ao todo, eles têm 350 cajueiros, em duas áreas de extensão semelhante. Também produzem goiaba, coco e tamarindo. Para plantar os cajueiros, adquiriram as primeiras mudas e a orientação técnica de órgãos estaduais como Emater-RN (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural) e Emparn (Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN). “Todos os dias eu colho frutas, levo para a cidade, onde resolvo uma coisa e outra. Até tenho achado que estou trabalhando pouco, porque estamos na entressafra”, afirmou seu José Wilson. 

Com 350 cajueiros em duas áreas de extensão, José Wilson produz bolos, grudes, doces e outras delicias
Com 350 cajueiros em duas áreas de extensão, José Wilson produz bolos, grudes, doces e outras delicias

Na verdade, ele se refere ao fato de que atualmente está naquela fase de “quem planta, colhe”, pois a parte mais difícil já foi feita, que foi plantar fruteira por fruteira. E por falar em colher, quem for visitar seus quintais terá a rica dádiva de pegar um caju madurinho no pé. É uma delícia.

A partir dos cajus vários doces são produzidos e comercializados na região e fora dela
A partir dos cajus vários doces são produzidos e comercializados na região e fora dela

O presidente da Coopapi (Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável), Reginaldo Câmara, faz o contato com as famílias do Córrego que podem e gostam de receber turistas. “Nem sempre ela está disponível para atender. Então, é só passar uma mensagem que eu marca com quem pode. O carinho vai ser o mesmo”, garante.

Serviço:
Viva um dia como os sertanejos. Contato para reservas e encomendas - Reginaldo Câmara (Coopapi) – (84) 99838-4772.










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