Delegacias distritais do RN estão com estruturas precárias

Publicação: 2019-07-05 00:00:00 | Comentários: 0
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Sílvio Andrade
Repórter

Desde a década de 1990, o número de delegacias distritais em  Natal, é praticamente o mesmo, disse o diretor da Associação de Delegados de Polícia Civil do RN (Adepol) Cláudio Henrique Freitas de Oliveira.  Em 1997 eram 15 e, de lá para cá, foram criadas apenas mais duas, totalizando 17. No interior, são 62 distritais. 

A delegacia de São Gonçalo do Amarante é uma das piores, desde as celas à parte administrativa
A delegacia de São Gonçalo do Amarante é uma das piores, desde as celas à parte administrativa

Com equipes reduzidas, falta de equipamentos e estrutura física precárias, com infiltração, mofo, salas apertadas para agentes e inapropriadas para o atendimento à população, os delegados vão se desdobrando para dar conta das demandas que só aumentam.  A  Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) Zona Sul, no bairro Ribeira, funciona em um prédio com estrutura de teto condenada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Há risco de o teto desabar.

O Rio Grande do Norte, no total, tem 124 delegacias: 25 distritais em Natal e sete municípios da Região Metropolitana;  62 distritais no interior; 09 especializadas na Grande Natal; 10 no Complexo de Delegacias Especializadas em Natal; 08 especializadas no interior; 10 delegacias regionais, de acordo com o site da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social.

Todo o caos na estrutura das delegacias coloca os delegados, agentes e escrivães da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, reféns da péssimas condições de trabalho.  “A situação é bem precária”.

Foi assim que o titular da Delegacia de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Natal, Luciano Augusto, descreveu as condições físicas do prédio onde ele e sua equipe de agentes e escrivães trabalha.

O delegado Luciano Augusto é responsável por todas as ocorrências policiais em São Gonçalo, município com mais de 100 mil habitantes e graves problemas de segurança pública como todo o RN. O prédio da delegacia é um imóvel adaptado. A sala dos investigadores, além de apertada,  tem problemas de infiltração no teto, e mofo nas paredes. Quando chove, disse, a água invade as salas, há problemas de curto-circuito que afetam além das instalações elétricas, a rede de computadores.

Por todos os lados, há fiação exposta. O arquivo funciona em uma sala inadequada, não há local apropriado para armazenamento de material líquido apreendido nas operações, os banheiros também têm problemas e a cela tem infiltração.

Em algumas salas há cupim,   e muitas janelas têm tapumes improvisados. No local onde funciona o cartório da delegacia, os processos estão expostos às goteiras no teto e ao mofo. Policiais e escrivães sofrem com problemas respiratórios e alérgicos por causa de tanto descaso.

No pátio onde ficam veículos como motos e outros produtos apreendidos há risco de proliferação de mosquito transmissor da dengue e outras doenças.

“As condições de atendimento às vítimas de violência doméstica são inadequadas por falta de local apropriado”, frisou o delegado. Também  não tem sala para atender menores. A Delegacia de São Gonçalo tem uma equipe composta por seis policiais (um está de férias), um escrivão, e Luciano Augusto ainda está responsável pela Delegacia de Macaíba temporariamente.












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