Delegacias vão trabalhar em parceria

Publicação: 2014-11-16 00:00:00 | Comentários: 0
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De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2014, o Brasil gastou R$ 258 bilhões com custos da violência, segurança pública, prisões e unidades de medidas socioeducativas, somente em 2013. Não há dados sobre cada Estado. A maior parte deste valor, R$ 114 bilhões, é resultado justamente da perda de capital humano para o pior tipo de violência – homicídio. No RN, segundo o estudo, foram 823 assassinatos somente ano passado. Número 112% se comparado com os 388 homicídios registrados em 2012.  Para tentar estancar esse crescimento, a atual administração tirou do papel o projeto da Delegacia Especializada em Homicídios . O projeto implantado não é o mesmo que foi imaginado há alguns anos – inicialmente previa-se a criação de uma divisão especializada –, mas, segundo titular da especializada, delegado Frank Albuquerque, bons resultados começam a surgir. O policial espera que, no próximo ano, os trabalhos na Dehom ganhem mais visibilidade se uma proposta defendida pelo Ministério da Justiça for implantada no Estado. Segundo Albuquerque, 80% dos homicídios têm ligação com tráfico de drogas. Vítimas e criminosos, em sua maioria, transitam no universo da comercialização de entorpecentes. “Por isso, defendemos que a Dehom esteja próxima da delegacia especializadas em tóxicos”, explica. O delegado conta ainda que a Dehom vai ser instalada onde hoje funciona a Delegacia Geral de Polícia Civil, no bairro Cidade da Esperança. O imóvel é grande, há possibilidade de que a Delegacia  Especializada de Narcóticos também seja transferida para lá.

Faltam vagas para menores infratores
Cento e sessenta adolescentes em conflito com a lei que deveriam estar cumprindo alguma medida socioeducativa estão fora de unidades do sistema por falta de vagas. No Rio Grande do Norte, são 115 vagas distribuídas em Natal e interior do Estado. Número insuficiente para demanda que chega às Varas da Infância e Juventude. O juiz coordenador do setor, José Dantas de Paiva, espera que, até dezembro, novas vagas sejam abertas. A Fundação Estadual da Criança e do Adolescente será repassada para a próxima administração ainda sob regime de intervenção judicial. Os 160 adolescentes que estão livres, apesar de terem cometido algum crime, estão cadastrados no programa “Liberdade Assistida” ou prestam algum tipo de serviço à comunidade.  “Como o sistema não oferece o total de vagas necessárias, foi criado esse programa para acompanhar os adolescentes”, explica o juiz. Dantas conta ainda que está prevista para o próximo mês a inauguração do Centro Educacional (Ceduc) de Pitimbu. A obra se arrasta há dois anos e, apenas após intervenção da Fundac e bloqueio de recursos na conta do Governo, foi possível finalizar o projeto. “Vai ser inaugurado com capacidade reduzida. Serão 32 vagas que vão ajudar a aliviar o atual quadro”, conta. Além do Ceduc Pitimbu, está prevista a abertura de algumas vagas em outras unidades do sistema. Sobre o processo de intervenção na Fundac, o magistrado explica que é possível o governador eleito Robinson Faria conseguir reverter o quadro. “Desde que ele se comprometa, através de documento judicial, a cumprir com algumas condições que serão estipuladas”.















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