Delivery deve se manter em alta entre os potiguares, aponta pesquisa da Fecomércio/RN

Publicação: 2020-09-25 00:00:00
A pandemia do novo coronavírus trouxe mudança de diversos hábitos da população. Pesquisa da Federação do Comércio do Rio Grande do Norte mostra que seis em cada dez pessoas de Natal (61,3%) e de Mossoró (57,7%) estão fazendo mais compras online, seja em sites, por meio de aplicativos ou redes sociais. Em Natal, 50% dos entrevistados disseram que devem manter o hábito de fazer pedidos de comida por delivery, através da internet. Em Mossoró, esse percentual é de 63,8%. Ao lado do delivery, aparece outro hábito em alta: o uso de mais produtos de limpeza e higiene pessoal. Dos entrevistados, 48,9% em Natal e 49,7% em Mossoró disseram que devem manter essa prática.

Créditos: Alex RégisCom as restrições impostas pelo isolamento ao comércio, os potiguares aumentaram as compras de comida por delivery, via internetCom as restrições impostas pelo isolamento ao comércio, os potiguares aumentaram as compras de comida por delivery, via internet
 
A pesquisa realizada pelo Departamento de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos da Fecomércio/RN com 1.420 pessoas, sendo 800 em Natal e 620 em Mossoró, entre os dias 19 e 28 de agosto de 2020, mostra ainda que do total de entrevistados, 77,5% dos natalenses afirma que é certa a manutenção de pelo menos um dos hábitos adquiridos neste período de distanciamento social. Já entre os mossoroenses, a manutenção dos hábitos deve permanecer em 71,5% dos entrevistados.. 

Em Natal, com relação aos gastos, os valores aumentaram na compra de produtos de limpeza e higiene pessoal (72,6%); alimentação (60,8%); serviços de comunicação como tv, internet e celular (46,5%); remédios e medicamentos (46,4%); e reparos e serviços na casa (27,3%). Por outro lado, diminuíram os valores gastos com lazer (83,8%); refeições fora de casa (67,1%); itens de vestuário e calçados (61%); transportes e combustíveis (48,4%); itens de perfumaria (41,1%); manutenção de veículos (33,9%); e educação/capacitação (22,3%). 

Em Mossoró, os gastos aumentaram com produtos de limpeza e higiene pessoal (66,1%); alimentação (61,3%); serviços de comunicação, tv, internet e celular (45,6%); remédios e medicamentos (44,2%); e reparos e serviços na casa (27,3%). E apresentaram queda os gastos com lazer (77,3%); refeições fora de casa (72,3%); roupas e calçados (64,8%); transportes e combustíveis (46,8%); perfumaria e cosméticos (41%); manutenção de veículos (31,3%); e serviços de educação ou capacitação (26,3%).

Questionados se pretendem consumir bens duráveis e semiduráveis ainda em 2020, 74,5% dos natalenses e 69,4% dos mossoroenses afirmaram que sim. Itens como roupas e calçados (52,7% em Natal; 41,6% em Mossoró); eletroeletrônicos (25% em Natal; 17,2% em Mossoró); itens de cama, mesa e banho (22,3% em Natal; 13% em Mossoró); eletrodomésticos (21,6% em Natal; 22,8% em Mossoró); entre outros, aparecem na lista de possíveis aquisições.

Para as compras de final de ano, 46,3% dos consumidores de Natal pretendem gastar até R$ 500; e 34,4% devem gastar valor acima de R$ 500. O gasto médio com as compras de final de ano dos natalenses deve ficar em R$ 408,25. Em Mossoró, 55,8% deverão gastar até R$ 500; com gasto médio um pouco mais baixo, de R$ 267,74. Os gastos devem ser menores do que os do mesmo período de 2019 para 52,6% das pessoas de Natal e para 62,6% das pessoas de Mossoró.

Quando o assunto são as viagens, 61% dos natalenses não pretendem viajar nos próximos seis meses. Entre os que irão viajar, 51,9% farão uma viagem doméstica (ou seja, dentro do RN); 15,7% farão uma viagem regional; 35,6% consideraram realizar uma viagem nacional; e 5,1% almejam fazer uma viagem internacional.

Quando perguntados, 70,2% dos mossoroenses responderam que não pretendem viajar nos próximos seis meses. Para quem vai viajar, o destino escolhido deve ser dentro do RN para 44,3%; para outros estados do Nordeste (27%); para outros estados do país (4,1%); e para outros países (3,2%).

As pessoas também foram questionadas se tiveram perda de renda neste período, e metade (50,1%) dos natalenses e 45,6% dos mossoroenses afirmaram que sim. A maioria (70,1% - Natal e 68% - Mossoró) perdeu até 50% dos rendimentos. A perda de renda foi mais citada por pessoas com idade entre 25 e 34 anos (52,9% - Natal; e 50,6% em Mossoró) e por pessoas com renda familiar de até um salário mínimo (58,6% - Natal; 64,2% - Mossoró).