Deputada vai ficar no Ministério da Agricultura

Publicação: 2018-11-08 00:00:00 | Comentários: 0
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Leonencio Nossa, Ligia Formenti e Eduardo Rodrigues

Brasília (AE) - Diante de pressão da bancada ruralista no Congresso, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), aceitou a indicação da deputada Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura. Bolsonaro ainda prometeu deixar nas mãos do setor a palavra final sobre o nome que chefiará a pasta do Meio Ambiente, que continuará separada. As decisões foram anunciadas por um grupo de deputados da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), que reúne o lobby do setor, após encontro no escritório da transição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Teresa Cristina é a 1ª mulher no ministério de Bolsonaro
Teresa Cristina é a 1ª mulher no ministério de Bolsonaro

O general reformado Augusto Heleno Ribeiro, indicado para a chefia do Gabinete de Segurança Institucional, admitiu que o critério político pesou na escolha da deputada. "É lógico que foi considerada a competência dela e o lado político."

A escolha da primeira mulher para o ministério de Bolsonaro foi costurada pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que conseguiu derrubar uma indicação pessoal do presidente eleito. Prevaleceu a força da FPA e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) em detrimento de pequenas entidades que deram sustentação à campanha de Bolsonaro. Até a véspera, o presidente eleito ainda avaliava a possibilidade de nomear o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio Nabhan, seu braço direito na setor durante a pré-campanha e a campanha.

Jair Bolsonaro chegou a anunciar o nome de Nabhan em um evento no Rio Grande do Sul e disse que não adotaria o critério político para o cargo, sinalizando que não escolheria pessoas com cargos eletivos. À reportagem, Nabhan disse que continuará torcendo pelo novo governo. "Não vou esconder que no fundo cria um pouco de constrangimento", afirmou.

Relações exteriores
Os embaixadores Luís Fernando de Andrade Serra, que até meados do ano chefiava a representação do Brasil na Coreia do Sul, e José Alfredo Graça Lima, ex-subsecretário de Assuntos Econômicos, são cotados para ocupar o posto de ministro das Relações Exteriores, segundo fonte da equipe de transição.

O senador José Serra foi, até meados do ano, embaixador do Brasil na Coreia do Sul. Ele conheceu o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), durante o tour do então pré-candidato pela Ásia no início do ano Houve afinidade entre os dois. O embaixador está no Brasil, aguardando ser designado para alguma função na estrutura do ministério em Brasília.

Diplomata de grande projeção em temas econômicos, o embaixador José Alfredo Graça Lima também está bem cotado para o posto. Ele foi representante permanente do Brasil junto à União Europeia e seu último posto no Itamaraty antes de aposentar-se, em 2016, foi o de subsecretário para Assuntos de Integração, Econômicos e Comércio Exterior. Entre suas atribuições, estava a supervisão da atuação brasileira na Organização Mundial do Comércio (OMC) e no Mercosul.

Os dois preenchem o critério informado ontem por Bolsonaro: são diplomatas de carreira. O presidente eleito deve escolher seu chanceler ainda esta semana.




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