Política
Deputados farão ajustes no pedido de instalação da CPI
Publicado: 00:00:00 - 16/06/2021 Atualizado: 23:15:11 - 15/06/2021
A bancada da oposição vai contrapor as alegações da bancada situacionista a fim de sustar o requerimento para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com a finalidade de investigar 12 contratos do governo do Estado durante a pandemia de coronavírus, de que existem erros formais no pedido de  criação da CPI feito por dez deputados em 27 de maio à mesa diretora da Assembleia Legislativa do Rio Grande Norte. “Nós discordamos que esses erros formais comprometam o pedido de instalação da CPI, mas para que não haja dúvida, vamos protocolar um pedido de adequação do pedido inicial”, avisou o deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade).

REPRODUÇÃO/TV ASSEMBLEIA
Kelps Lima disse que serão feitas adequações no pedido da CPI

Kelps Lima disse que serão feitas adequações no pedido da CPI


Mas, nos bastidores da Assembleia, já se comenta que a CPI da Covid-19 vai ser recebida pela mesa diretora ainda esta semana — possivelmente amanhã (17), e só houve atraso na emissão do parecer, porque se aguardava a convalescença do procurador geral da Casa, Sérgio Freire, que havia sido acometido de Covid-19. 

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Vivaldo Costa defendeu adiamento na instalação da Comissão

Vivaldo Costa defendeu adiamento na instalação da Comissão


O deputado Kelps Lima provocou os parlamentares da situação, na sessão ordinária híbrida de ontem, a respeito do pedido de arquivamento ou devolução de todo o dossiê de cinco volumes, além do requerimento de 68 páginas sobre a criação da CPI da Covid-19 entregue ao presidente da Assembleia, deputado estadual Ezequiel Ferreira: “Convoco os doze deputados que questionaram a formalidade, mas não questionaram o mérito, a assinarem o pedido de CPI”.

Segundo Kelps Lima, um dos motivos alegados na contestação da bancada do governo, é de o pedido da CPI “não ter fato determinado”, ou seja, “o objeto da investigação ser fraco, mas os deputados que assinaram a CPI concordam que os fatos descritos são graves e configuram a abertura da CPI”.

Como tem tido em várias ocasiões, Lima reafirmou, no plenário da Assembleia, que a  bancada do Solidariedade defende que “tem de haver a investigação, mas não pode ter pré-julgamento, não pode ser transformada em circo, não pode haver radicalização”.

Para Kelps Lima, a CPI do Covid-19 será a mais importante da história da Assembleia Legislativa. “Essa CPI marcará a história desta Casa Legislativa, porque trata de vidas humanas, pessoas que tiveram seus sonhos de vida destruídos. Tenho plena convicção que essa CPI será aberta”, continuou.

Finalmente, o deputado do Solidariedade contesta a argumentação da bancada governista de que a oposição quer transformar a CPI do Covid-19 em debate político pré-eleitoral. “Temos eleição de quatro em quatro anos, um ano é véspera de campanha e outro é de campanha, então todo ano se existir CPI, é véspera de campanha ou é ano de campanha, não tem nada disso”.

Também signatário da CPI do Covid-19, o deputado José Dias (PSDB) confirmou antes do pronunciamento de Kelps Lima, que já na segunda-feira (14), os parlamentares de oposição discutiram os ajustes que deveriam ser acostados ao requerimento original para abertura das investigações.

“Nunca houve antes na história do Rio Grande do Norte uma transferência de recursos tão massiva quanto a feita ano passado pelo Governo Federal para o Rio Grande do Norte e outros estados, e isso obriga uma celeridade na criação dessa CPI, pois enquanto o povo passava dificuldades por aqui, o Governo Estadual saldou débitos que julgou prioritários em detrimento das necessidades da pandemia”, questionou o deputado tucano.

O deputado estadual Vivaldo Costa (PSD) chegou a propor o adiamento da instalação da CPI devido o “momento é inadequado” por causa da pandemia e como vem repetindo em outras sessões, pediu um armistício político: “É hora de união, de trégua. Agora infelizmente alguns dos colegas insistem em radicalizar e extremar, puxar a corda. Mas isso não é o pensamento da população”.

Vivaldo Costa opinou que “todos querem soluções para a Covid-19 e em segundo lugar, a seca. É hora de pensar em como atender as demandas do povo trabalhador. A população não espera que a Casa do Povo entre pelo caminho do ódio, intolerância, crítica, politicagem barata”, disse. 


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