“Desaceleração acende sinal de alerta”

Publicação: 2013-10-30 00:00:00
Para especialistas, não é possível dizer que a desaceleração na geração de empregos no RN preocupa ou que é uma tendência, dado o forte crescimento nos últimos anos. O sinal de alerta, no entanto, está aceso, diz Guido Salvi, da Universidade Potiguar. Ele e outros analistas apontam elementos capazes de oxigenar a competitividade do setor, dentro e fora do RN.

Avanços na educação e melhorias na infraestrutra logística do país, com ganhos de redução de custos no transporte de mercadorias, estão entre os impulsos fundamentais para o crescimento do comércio de forma global, diz o economista e chefe do IBGE/RN, Aldemir Freire.

Para o setor potiguar manter o crescimento registrado nos últimos também é preciso que haja, por exemplo, continuidade no processo de geração de empregos formais pelo conjunto das atividades econômicas e nos ganhos reais de renda da população, o que se traduz em melhores níveis de consumo.

Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio/RN, defende mais investimentos públicos, como forma de gerar mais emprego e renda. Adelmo Freire, da Associação Comercial, frisa, por sua vez, que  se o governo “pagar em dia” aos fornecedores também pode ajudar a ampliar o consumo.

Desafios

A Confederação Nacional do Comércio, Serviços e Turismo (CNC) também propõe uma série de ações para superar o que ela classifica como ‘desafios do setor no Brasil’. Entre as ações, estão a  redução de impostos, considerado um limitador para a competitividade das empresas, a redução das taxas de juros, que torna o crédito mais caro e o parcelamento das compras menos atrativo, e menos burocracia na hora de licenciar e abrir um negócio no país.

Segundo Antônio Oliveira Santos, presidente da CNC, no relatório ‘A CNC e os desafios do Brasil’, “o setor terciário – incluindo o comércio e os serviços - se apresenta como o mais complexo e diversificado dos segmentos econômicos e é o que mais cresce nas economias nacional e internacional”.

A entidade, que havia previsto desaceleração nas vendas e nas contratações para o fim do ano, diz que o cenário começa a ficar mais favorável para atividade com  uma recente desaceleração nos preços e na desvalorização do câmbio.