Desembargador garante que TRT vai atuar caso não haja acordo para fim da greve dos ônibus

Publicação: 2014-06-17 12:36:00 | Comentários: 0
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O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador José Rêgo Júnior, recebeu, na manhã de hoje (17), comerciantes de Natal que pediram colaboração para que a greve dos ônibus em Natal chegue ao fim. Para o magistrado, as greves não podem ser utilizadas de maneira política ou se aproveitando de grandes eventos para conseguir benefícios próprios.

No encontro com o magistrado, os comerciantes comentaram que os prejuízos para lojistas de rua chega a 50% por dia e, no caso dos shoppings, o prejuízo é de 20% nas lojas. Com base nisso, solicitaram o apoio ao magistrado. Na opinião do desembargador, o melhor a se fazer, no momento é buscar um acordo.
Emanuel AmaralRepresentantes do comércio tiveram reunião com desembargador José Rêgo JúniorRepresentantes do comércio tiveram reunião com desembargador José Rêgo Júnior

Com reunião agendada para amanhã, onde rodoviários, empresários, Prefeitura e membros do TRT discutirão os rumos da greve, o desembargador José Rêgo Júnior acredita que é necessário deixar de lado interesses próprios e cuidar para que os direitos básicos e interesse público sejam respeitados. Caso não haja acordo, o TRT poderá agir.

"Temos um dissídio agendado para amanhã, às 8h30, e, não se chegando a um acordo, o relator pode pedir uma sessão do pleno para julgarmos o caso, observando se há legalidade ou ilegalidade, se houve abusividade das partes e, por fim, observar o que regem as leis sobre matéria e eventos dessa natureza (Copa do Mundo)", disse o magistrado.

O presidente do TRT garantiu que "a Justiça do Trabalho não se furtará em tomar o seu papel e fazer o que tiver a seu alcance visando a pacificação social". O objetivo é alertar para que nem empregados ou patrões tentem se aproveitar do momento para tirar proveito "somente por interesses próprios".

"Deveremos evitar e não se pode fazer um movimento paredista, utilizando o momento da Copa para tirar benefícios políticos, seja partidário ou institucional dos sindicatos. Deve prevalecer o bom senso, tranquilidade, e saber que o direito de um termina quando começa o do outro", disse o magistrado.

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