Desemprego e dívida

Publicação: 2020-09-19 00:00:00
Luiz Antônio Felipe 
laf@tribunadonorte.com.br

O total de desempregados atinge o maior nível desde o início de maio. A taxa é de 14,3% e mais 1,1 milhão de brasileiros buscando vagas no mercado de trabalho cada vez mais apertado. As conseqüências deixadas pela pandemia do coronavirus vão chegar a 2021, exigindo de setores como da produção industrial e da prestação de serviços um esforço muito maior. Ao mesmo tempo, o governo reduz os juros e começa a sentir a pressão do mercado. O Brasil está hoje pagando cada vez mais juros para conseguir rolar a dívida pública.

Confiança
Ao mesmo tempo em que alguns indicadores são péssimos, outros são positivos, com o da confiança do empresário do comércio que renova o crescimento recorde em setembro. O índice apresenta alta em todos os itens pesquisados e registra o terceiro avanço seguido, de 14,4%. Entre subitens, destaque para o aumento na intenção de contratação.

Proteção (I)
Os países em desenvolvimento devem estar mais preocupados com as políticas de proteção social e precisam de mais US$ 1,2 trilhão, diz a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esse valor é o total estimado de investimentos necessários para garantir pelo menos a segurança básica de renda e acesso a assistência sanitária para todos.

Proteção (II)
A Caixa Econômica garante que já pagou mais de R$ 200 bilhões, uma nota expressiva, do auxílio emergencial para 67,2 milhões de brasileiros. Mais de 60 bilhões de dólares, num total de 288,3 milhões de pagamentos, considerada a maior ação de pagamento social da história do País e uma das maiores do mundo.

Cotações
O preço do barril de petróleo (spot), em alta a U$ 41,08, +0,13%. Já o Ibovespa experimentou uma queda de -1,81% para 98.290 pontos. A volatilidade cambial fez o Ibovespa em dólar cair 35% no ano e tem o pior desempenho entre emergentes. Já o dólar a R$ 5,378, teve uma forte alta de +2,83%.

Exportações e importações
As exportações do RN referentes a agosto e acumulado 2020, de acordo como boletim CNI/Fiern ficaram 20,9% menores que no mesmo período de 2019. Não é o período mais forte de vendas ao exterior. Já em agosto, as exportações foram 54,8% maiores que as de julho, mês com valor muito baixo. Mas, em relação a agosto de 2019 as exportações foram 18,8% menores. Quanto às importações, o Rio Grande do Norte tem comprado no exterior - através de diversas empresas -, máquinas e equipamentos, especialmente para os parques eólicos que se instalam aqui. Também adquire matérias-primas para transformação e venda como produto industrializado. O importante é uma balança comercial com fluxo equilibrado.

Subida
A inflação apurada pelo IGP-M acelera alta na 2ª prévia de setembro. O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a subir 4,57%, de uma alta de 2,34% no mesmo período do mês anterior, mostra a Fundação Getulio Vargas (FGV). O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Fruticultura
Artigo sobre pesquisa inédita dos impactos da COVID-19 na fruticultura, com o título “Efeitos da crise da COVID-19 na fruticultura do Vale do Açu” foi elaborado pelos pesquisadores Joacir Rufino de Aquino e Raimundo Inácio da Silva Filho, economistas, professores e pesquisadores da UERN. A crise também atingiu a agropecuária do estado. Essa é uma das principais constatações da pesquisa, que ouviu 33 pequenos e médios fruticultores,   sendo 14 produtores de manga e 19 produtores de banana.

Arroz
Mesmo com as importações, o preço do quilo do arroz deve permanecer entre R$ 5 e R$ 7 até março do ano que vem, afirma o presidente da Abiarroz, associação das indústrias do setor, Elton Doeler. O valor médio do pacote de cinco quilos do arroz está em torno de R$ 35. Para ele, a alta no preço do produto foi necessária para manter o estímulo da produção.

Café
O mundo está tomando mais café, não se sabe se para acalmar ou para estimular diante da pandemia. O fato é que o consumo mundial de café deve ultrapassar 168 milhões de sacas no ano-cafeeiro 2019-2020, segundo o Observatório do Café. A demanda crescente no início da pandemia global com maior consumo em casa, agora apresenta uma estabilidade devido à prolongada crise econômica e à lenta recuperação do consumo fora de casa.

Espaço
A loja do grupo OBorrachão, na avenida Jaguarari, em Lagoa Nova está sendo renovada com conceito de modernidade, um projeto do arquiteto Juliano Leite. A nova fachada está quase pronta. O novo layout ganhou robustez e solidez com o uso de materiais contemporâneos, conceito alinhando com a presença forte da marca.





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