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Economia
Desemprego fica abaixo de 10% pela 1ª vez desde 2016
Publicado: 00:01:00 - 01/07/2022 Atualizado: 22:05:55 - 30/06/2022
Rio (AE) - A taxa de desocupação no Brasil ficou em 9,8% no trimestre encerrado em maio, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira vez que a taxa fica abaixo de 10% desde o trimestre encerrado em janeiro de 2016, quando ficou em 9,6%. O resultado também foi o menor para o trimestre encerrado em maio desde 2015, quando estava em 8,3%.  Em igual período de 2021, a taxa de desemprego ficou em 14,7%. No trimestre encerrado em abril de 2022, a taxa de desocupação estava em 10,5%.

No entanto, o País ainda tem 10,631 milhões de desempregados. Se considerada toda a mão de obra subutilizada, que inclui quem trabalha menos horas do que gostaria e quem não procura emprego por acreditar que não encontrará uma oportunidade, falta trabalho a 25,401 milhões de brasileiros. "Esse é um processo de recuperação que segue em curso", disse Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Com essa queda, o Brasil registrou 4,347 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em maio. O resultado significa 377 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, um recuo de 8,0%. Em um ano, 1,271 milhão de pessoas deixaram a situação de desalento, queda de 22,6%. 

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade - e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

População desocupada
Segundo os dados da Pnad Contínua, o País registrou uma abertura de 2,282 milhões de vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. A população ocupada alcançou um recorde de 97,516 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio de 2022. Em um ano, mais 9,365 milhões de pessoas encontraram uma ocupação. A população desocupada diminuiu em 1,385 milhão de pessoas em um trimestre. Em um ano, 4,594 milhões deixaram o desemprego.

A população inativa somou 64,791 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio, 506 mil a menos que no trimestre anterior. Em um ano, esse contingente encolheu em 3,184 milhões de pessoas. Já o nível da ocupação - porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar - passou de 55,2% no trimestre encerrado em fevereiro para 56,4% no trimestre até maio. No trimestre terminado em maio de 2021, o nível da ocupação era de 51,4%.

Subocupados
De acordo com o IBGE, a taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 6,8% no trimestre até maio de 2022, ante 7,0% no trimestre até fevereiro. Em todo o Brasil, há 6,622 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas.
O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Na passagem do trimestre até fevereiro para o trimestre até maio, houve um recuo de 12 mil pessoas na população nessa condição. O País tem 827 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas a menos em um ano.

Renda 
A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.613 no trimestre encerrado em maio. O resultado representa queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 249,849 bilhões no trimestre até maio, alta de 3,0% ante igual período do ano anterior, de acordo com o IBGE

Setores
A agricultura foi o único setor que registrou fechamento de vagas no trimestre encerrado em maio, com 22 mil demissões em relação ao trimestre terminado em fevereiro. Na passagem do trimestre terminado em fevereiro para o trimestre encerrado em maio houve geração de vagas nas atividades: comércio (281 mil ocupados), indústria (312 mil), construção (210 mil), informação, comunicação e atividades financeiras (311 mil), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (466 mil), serviços domésticos (111 mil), outros serviços (182 mil ocupados), alojamento e alimentação (186 mil) e transporte (224 mil).

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