Desfile reúne famílias na Pedro Velho

Publicação: 2019-09-07 13:04:00 | Comentários: 0
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Apesar da forte chuva que caiu durante a maior parte da manhã do último sábado (7), o desfile cívico-militar em celebração ao Dia da Independência do Brasil transcorreu de forma tranquila na capital potiguar. Mais de 1.500 militares e civis participaram o desfile, que aconteceu em frente à Praça Pedro Velho (Praça Cívica), na avenida Prudente de Morais. Todos os anos, a organização do desfile fica sob responsabilidade de uma força militar diferente e, em 2019, foi a vez da Força Aérea Brasileira organizar o desfile, que teve duração de cerca de 3h, e contou com a presença de autoridades como a governadora Fátima Bezerra, o vice-governador Antenor Roberto e o prefeito de Natal Álvaro Dias.
Militares do Exército também participaram de desfile
Militares do Exército também participaram de desfile

O desfile teve início com a marcha de 2.750 alunos de 18 escolas públicas e privadas, além de 15 outras instituições cívicas. Enquanto os participantes desfilavam, a organização do evento fornecia informações, através da narração, sobre a história das instituições e sua contribuição para o desenvolvimento da cidade e do país.

Desde as 8h, centenas de pessoas já podiam ser vistas aguardando o começo do desfile no entorno da Praça Cívica. Uma delas é a aposentada Gisélia Francisca, de 60 anos. Esse é o primeiro ano que Gisélia vem prestigiar o desfile, junto com sua família. “Nunca tinha vindo, então aproveitamos que o meu neto vai desfilar pela escola para conhecer e prestigiar. Acredito que é um momento importante para prestar homenagem ao País”, afirma.

Já o vigilante Nebson César, de 40 anos, não perde por nada o desfile. "Dos meus 40 anos de vida, só não vim quando tinha um ano. Minha avó me trazia sempre, e cheguei a desfilar três vezes", conta Nebson, que prestigiou a celebração ao lado dos filhos. O mais velho, Narthedi, de 14 anos, faz aniversário no dia da Independência, e o pai conta que a tradição de iniciar as comemorações no desfile cívico já está consolidada na família. "Acho importante trazê-los para manter vivo o amor à pátria e os valores que são transmitidos nos desfiles pelas instituições que participam dele. É algo que tenho medo que se perca na sociedade, por isso trago meus filhos, como minha avó me trazia", diz Nebson.

Outro espectador que não perde o desfile é o reservista do Exército José Simão Mendes, de 72 anos. Acompanhado de toda sua família, José Simão, que no passado desfilou juntamente com a brigada motorizada, nos anos de 1966 e 1967. “Todos os anos estou aqui, nesse mesmo lugar. Não perco por nada. É uma lembrança dos tempos que servi na brigada”, conta Mendes.

Além dos participantes do desfile, a estrutura montada no entorno da Praça Cívica mobilizou cerca de 200 profissionais das Forças Armadas, Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal e Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) de Natal. 

A programação em comemoração à Independência do Brasil continua na capital potiguar teve início na última segunda-feira (2), como parte da Semana da Pátria. Ela segue até este domingo (8), quando será encerrada às 9h, com a apresentação da Banda de Música do Exército Brasileiro no Parque das Dunas. A entrada para o parque custa R$ 1, e o evento é aberto ao público.

Protesto

Diversas organizações políticas e movimentos sociais organizaram protestos neste dia 7, paralelamente aos tradicionais desfiles cívico-militares. O movimento, que acontece nacionalmente, convocou os participantes a utilizarem a cor preta, em simbolismo ao luto por questões como a Amazônia e medidas que vem sendo adotadas pelo presidente Jair Bolsonaro na área da educação. Em Natal, o protesto teve início por volta das 10h, na Praia do Meio.

De acordo com a coordenadora geral do Diretório Central de Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brisa Bracchi, a ideia do protesto é fazer "uma disputa do que se entende por Independência do Brasil em tempos de desprezo à soberania nacional e desmonte do Estado". De acordo com a jovem, essas medidas vem se tornado mais evidentes nas áreas de direitos trabalhistas e educação.

“A cor preta vem para simbolizar esse luto que vivemos pela retirada dos direitos trabalhistas, cortes na educação e outras medidas tomadas pelo Governo que vão de encontro ao que se espera de um presidente que respeita o seu povo e o seu país", completa.


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