Desvio de recursos do Idema pode chegar a R$ 30 milhões, diz delator

Publicação: 2016-02-19 12:48:00
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O esquema de desvios de recursos do Instituto de Defesa do Meio Ambiente do RN (Idema), apontado pelo Ministério Público Estadual (MP/RN), pode ser ainda maior. A informação é de Clebson Bezerril, ex-chefe da unidade instrumental de Finanças e Contabilidade do Idema, que falou nesta sexta-feira (19) durante a audiência de instrução da Operação Candeeiro. De acordo com ele, os desvios podem chegar a R$ 30 milhões.
Clebson Bezerril depôs nesta sexta-feira, dois dias após assinar acordo de delação premiada com o MP/RN
A audiência começou na manhã desta sexta no fórum Miguel Seabra Fagundes, dois dias após o acusado assinar o acordo de delação premiada com o Ministério Público. Contudo, segundo o promotor Paulo Batista Lopes Neto, as informações da delação ainda estão em apuração por parte do MP. Além disso, as investigação também está recebendo informações do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que realiza uma auditoria sobre as contas do Idema referente ao período de 2011 e 2015.

De acordo com a denúncia do MP/RN, os desvios realizados pelos envolvidos na operação chegam a R4 19 milhões.

Gutson ainda não assinou delação

A assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual confirmou, no início da noite de ontem, que o ex-diretor administrativo do Idema, Gutson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra, não assinou Acordo de Delação Premiada com o órgão ministerial. Esta foi a única informação repassada oficialmente pela instituição.

Uma fonte da TRIBUNA DO NORTE com acesso aos autos do processo confirmou, contudo, que houve um contato inicial entre a defesa de Gutson Reinaldo e os promotores que atuam no caso, mas que não avançou para a assinatura do termo. O impasse estaria em quais benefícios ele receberia em caso de condenação.

Outros 14 réus do processo que investiga fraudes no Idema tinham depoimento marcado para esta sexta-feira, dentre eles, Clebson Bezerril.

De acordo com as investigações da operação Candeeiro, os crimes ocorreram entre 2013 e 2014, durante a gestão da ex-governadora Rosalba Ciarlini. No entanto, a investigação do Ministério Público não apontou possível envolvimento de políticos nos crimes. Gutson Reinaldo está preso desde setembro de 2015 no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, em Natal.




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