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Detecção precoce possibilita cura em mais de 90% dos casos
Publicado: 00:00:00 - 07/10/2021 Atualizado: 21:51:56 - 06/10/2021
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o rio grande  do Norte deverá encerrar o ano de 2021 com aproximadamente 1.130 novos casos de câncer de mama. A maioria, já em estágio avançado da doença. A estimativa é o Instituto Nacional de Câncer (INCA), vinculado ao Ministério da Saúde. Segundo dados da Liga Norte Riograndense contra o Câncer, de janeiro a agosto deste ano, foram diagnosticados 640 novos casos. Ao longo de todo o ano de 2020, a instituição confirmou a ocorrência de 975 casos novos somente desse tipo de neoplasia.

Ana Silva
Um dos compromissos do Brasil na Agenda 2030 é reduzir as taxas de morte de câncer de mama de 30% para 16%

Um dos compromissos do Brasil na Agenda 2030 é reduzir as taxas de morte de câncer de mama de 30% para 16%


O exame de mama é o melhor meio para detectar tumores ainda em fase inicial, possibilitando a cura em mais de 90% dos casos, neste que é um dos mais comuns tipos de câncer entre as mulheres. Ele corresponde a 29,7% dos novos casos da doença a cada ano no Brasil.  Segundo levantamento da Liga, “grande parte da população feminina ainda não se conscientizou da importância da detecção precoce do câncer de mama e da adoção de um estilo de vida mais saudável. Estimativa do INCA para este ano, no Brasil, é de 66.280 novos casos de neoplasia mamária, tipo que mais causa mortes entre mulheres em todo o mundo.

No Brasil, cerca de 13% dos casos de câncer de mama em 2020 (aproximadamente, 8 mil ocorrências) poderiam ter sido evitados pela redução de fatores de risco relacionados ao estilo de vida, em especial, da inatividade física.  Além disso, quase 13% dos gastos federais do SUS em 2018 com o tratamento de câncer de mama (R$ 102 milhões) seriam poupados pela redução de fatores de risco comportamentais, mais uma vez com atenção especial à atividade física, que detém a maior fração (5%) dos casos de câncer de mama evitáveis pela adoção da prática.

Os dados foram divulgados na pesquisa Número de casos e gastos com câncer de mama no Brasil atribuíveis à alimentação inadequada, excesso de peso e inatividade física, elaborada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do INCA e apresentada durante seminário virtual de abertura do Outubro Rosa deste ano, transmitido pela TV INCA. 

O levantamento faz parte de um estudo mais amplo que estimou o impacto da má alimentação, do consumo de álcool, do excesso de peso, da inatividade física e do não aleitamento materno, em 2008, nos casos de câncer de 2020, e nos gastos do SUS, em 2018.

Entre os desafios para uma mudança de cenário está o fato de 28% das mulheres espalhadas por 20 países não perceberem a ausência de atividade física como um fator de risco para o câncer, segundo pesquisa de 2020 da União Internacional para o Controle do Câncer.

“É importante refletir que, à medida que a gente investe em ações de promoção de modos de vida mais saudáveis, o recurso que é gasto [no tratamento] poderia ser investido em ações de prevenção primária, ou até memo reinvestido em ações de diagnóstico e tratamento do câncer”, defendeu uma das autoras da pesquisa, a nutricionista Maria Eduarda Melo, da Conprev.

Ainda de acordo com o INCA, a mamografia periódica permite redução de 30% na mortalidade por câncer de mama em mulheres na faixa etária de 40 a 69 anos de idade. Somente na Liga Norte Riograndense contra o Câncer, de janeiro a agosto deste ano foram realizadas 10.898 mamografias. 
Gastos na oncologia

Em 2019, os gastos diretos do SUS atribuídos ao câncer de mama foram de R$ 848 milhões (22,8% dos gastos diretos com o tratamento oncológico de todos os tipos de câncer). Nas próximas duas décadas, o número de casos deve crescer 47% e os gastos federais terão acréscimo de 100%. Por isso, o diagnóstico da necessidade de investimentos na prevenção primária da doença.

Por outro lado, alguns avanços foram demonstrados. O número de mulheres, entre 50 e 69 anos, que nunca fizeram mamografia no País, caiu de 31,5%, em 2013, para 24,9%, em 2019, como divulgado na apresentação Rastreamento de câncer de mama no Brasil: resultados da nova Pesquisa Nacional de Saúde, ainda durante o webinar.

Entretanto, persistem as desigualdades regionais e de faixas de renda, filtrando o acesso das mulheres ao rastreamento na faixa etária indicada, segundo o chefe da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do INCA, Arn Migowski. “Nos últimos dois anos ou menos, 58,3% das mulheres tendo realizado exame [de mamografia], mas com uma variação regional importante, com resultados piores no Norte do Brasil [43,2%] e melhores resultados no Sudeste [65,2%]”.

A redução do número de mortes por cânceres mais incidentes, como os de mama e do colo do útero, é um dos compromissos do Brasil na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O objetivo é reduzir as taxas de morte de câncer de mama de 30% para 16%. Mas as projeções apontam para a manutenção da taxa em 26%. A previsão [de mortalidade precoce] é que ela aumente nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte”, informou Marceli de Oliveira Santos, da Conprev em sua apresentação “Panomara Epidemiológico do Câncer de Mama no Brasil”.

Estatísticas do Câncer de Mama
Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA)
O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. 

Esses comportamentos distintos se devem às características próprias de cada tumor. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. Existe tratamento para câncer de mama, e o Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Estatísticas
66.280 
é a estimativa de novos casos de câncer de mama no Brasil (2021 – INCA)

18.295 
é a estimativa de mortes causadas pelo câncer de mama, sendo 18.068 mulheres e 227 homens (2019 – Atlas de Mortalidade por Câncer

Fatores de risco
O câncer de mama não tem somente uma causa. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos). 

Outros fatores que aumentam o risco da doença são:
Fatores ambientais e comportamentais, tais como: obesidade e sobrepeso, inatividade física, consumo de bebida alcóolica, tabagismo (há evidências sugestivas de aumento de risco);

Fatores da história reprodutiva e hormonal: primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter tido filhos, primeira gravidez após os 30 anos, para de menstruar (menopausa) após os 55 anos, uso de contraceptivos hormonais, ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos;

Fatores genéticos e hereditários: história familiar de câncer de ovário, casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos; história familiar de câncer de mama em homens; alteração genética, principalmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

Fonte: INCA

Ana Silva
Mamografia é o melhor meio para detectar tumores em fase inicial

Mamografia é o melhor meio para detectar tumores em fase inicial


Entrevista: Idaisa Mota Cavalcante
Associada fundadora do Grupo Reviver
“É importante demais fazer o auto-exame todos os meses”

Divulgação


Por quais motivos a mamografia é tão importante?
O exame mais completo é a mamografia para mostrar se há alguma alteração. Caso haja alguma necessidade, se complementa com outros exames. É importante demais fazer o auto-exame todos os meses. O Grupo Reviver tem a missão de fazer que as mulheres tenham acesso a um diagnóstico precoce. O câncer de mama é muito silencioso e rápido. O diagnostico precoce é vida e pode levar à cura em 95%.

Como o Grupo Reviver oferece as mamografias?
Nós ficamos três anos com uma unidade com mamógrafo alugados. Fazemos, por dia, uma média de 70 mamografias. No Outubro Rosa, essa média aumenta. Ficamos três semanas em Natal e uma em Parnamirim. Nós nos credenciamos ao Sistema Único de Saúde para realizarmos os exames em Natal e Parnamirim. De vez em quando, fazemos convênios com Prefeituras e atendemos cidades no interior. Hoje, não conseguimos ir tão longe porque só temos uma unidade. Estamos lutando para conseguirmos comprar outra para levar o atendimento à mulher do interior do Rio Grande do Norte. O custo da unidade móvel com o mamógrafo custa em torno de R$ 1 milhão. 

Como doar recursos para essa compra?
Nós damos um recibo para desconto no Imposto de Renda, dependendo da empresa. Também aceitamos doações de pessoas físicas em qualquer valor. As pessoas que doarem não estão doando para o Grupo Reviver, mas para salvar mulheres em todo o Estado. Quem se interessar, pode acessar o nosso site e conhecer melhor o nosso trabalho. O nosso site é www.gruporeviver.com.
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