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Alex Medeiros
Deu no Washington Post
Publicado: 00:01:00 - 16/06/2022 Atualizado: 21:39:42 - 15/06/2022
Alex Medeiros 
alexmedeiros1959@gmail.com

(O Brasil aponta o caminho para sair da inflação. Sim, você leu certo)

“Procurando dicas sobre como tirar o mundo de seu atual estado inflacionário? Você poderia fazer pior do que recorrer a um país cuja moeda vale menos de um trilionésimo de seu valor no início dos anos 1980. Em um momento em que a maior parte do mundo está agravando os problemas da rede de suprimentos quebrada e aumento dos preços da energia ao impor tarifas sobre as importações, o Brasil – de todos os países – está se abrindo ao comércio.

Divulgação



É uma reviravolta notável para quem está familiarizado com a história do Brasil. Nos anos que se seguiram à Segunda Guerra, o país foi o berço da industrialização por substituição de importações, uma política de desenvolvimento popular na América Latina que sufocou as importações para estimular a fabricação nacional. 

Isso perdeu para o modelo orientado para a exportação seguido pelas economias de tigres da Ásia e desde então foi abandonado. Ainda assim, as tarifas do Brasil continuam sendo as mais altas entre as economias do Grupo das 20 depois da Argentina.

Isso está começando a mudar. Com a inflação em 12,1%, seu maior nível desde 2003, o país corre para baixar o custo dos produtos importados. Os impostos sobre cerca de 6.195 produtos seriam temporariamente reduzidos em 10%, anunciou o governo no mês passado. 
Isso segue uma rodada semelhante de reduções no final do ano passado. Mais dramáticos foram os cortes em uma série de itens essenciais. As tarifas de etanol, margarina, café, queijo, açúcar e óleo de soja foram totalmente eliminadas em março, seguidas em maio pelas de frango, carne bovina, trigo, milho e produtos de panificação. 

Essas reformas não vão representar uma revolução por conta própria. Reduções permanentes iriam contra as regras do bloco comercial do Mercosul, então as medidas foram anunciadas como expedientes humanitários temporários para aliviar o custo da inflação após a epidemia de Covid. 

A mudança provavelmente nem tem muito eleitorado. Cortar o custo da produção agrícola de outros países incomodará os poderosos interesses do agronegócio brasileiro. Ainda assim, é uma mudança bem-vinda no vento para uma economia mundial que vem se movendo em uma direção cada vez mais protecionista.

O Quadro Econômico Indo-Pacífico, peça central das tentativas do presidente Joe Biden de revigorar as relações econômicas dos Estados Unidos na Ásia, tem um sabor similarmente protecionista. 

Enquanto isso, colheitas fracas, a guerra na Ucrânia e o acúmulo de estoques de grãos da China deram início ao protecionismo de alimentos nas economias emergentes, afetando tudo, desde óleo de palma e trigo até açúcar e frango.

Mesmo no Reino Unido, que proclamou em voz alta seu compromisso com a isenção de impostos após deixar a UE, as barreiras alfandegárias e a divergência de regras com seu maior parceiro comercial reduziram o comércio internacional.

Um balanço do pêndulo de volta para afrouxar em vez de apertar as restrições seria bem-vindo. Devemos esperar que poucas outras nações acabem sondando as profundezas da miséria econômica que levaram o Brasil a reexaminar seu compromisso de longa data com as tarifas de importação”.

Tirar o mal 
“O mal historicamente jamais, sem uma única exceção, nunca recuou espontaneamente. O mal não recua espontaneamente e o mal tão entranhado que nem um câncer em todas as instituições brasileiras”. (Mj. Eduardo Vieira) 

Assalto 
Foi tema do meu comentário na Jovem Pan News o absurdo que está ocorrendo com produtos de primeira necessidade. As embalagens diminuem de tamanho, enquanto o preço aumenta. Um crime contra a economia popular.

Pesquisas 
A pandemia provocou uma situação nas pesquisas de opinião que compromete qualquer valor técnico e científico. A maioria dos institutos optaram por aferir o voto por telefone, cujo resultado é tão preciso quanto um cego no tiro ao alvo.

Marielle 2 
A esquerda e a grande mídia estavam bem entrosadinhas na construção da mesma narrativa da morte de Marielle. Mas o caso com Dom Philips e Bruno Pereira teve motivação semelhante ao da vereadora. Abatidos por bandidos.

Canalhice 
Como fez com Marielle Franco, a esquerda estava pronta para transformar os cadáveres da dupla desaparecida em elementos de marketing político. Era muito provável no carnaval de rua em julho, estandartes acusando Bolsonaro.

Top Ten 
Recebi 36 listas com os 10 maiores craques do futebol brasileiro na história. Como a TN não circula amanhã, publico hoje quatro listas em vez das duas por dia: vão as de Graco Medeiros, Zeca Melo, Roberto Bezerra e Ricardo Rosado.

Listas 
A lista do mano Graco: “Garrincha, Pelé, Nilton Santos, Zico, Didi, Ronaldinho, Gerson, Romário, Rivellino, Ronaldo”. E a do economista Zeca Melo: “Pelé, Garrincha, Zizinho, Zico, Falcão, Ronaldo, Rivellino, Didi, Tostão, Romário”.

Listas 2 
A de Roberto: “Pelé, Luís Pereira, Marinho Chagas, Garrincha, Zico, Ronaldo, Ronaldinho, Gerson, Falcão, Leão”. A de Ricardo: “Pelé, Garrincha, Ronaldinho, Ronaldo, Zico, Didi, Taffarel, Nilton Santos, Gerson, Neymar, Romário.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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