Deus e o milagre

Publicação: 2019-10-11 00:00:00 | Comentários: 0
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Rubens Lemos Filho
rubinholemos@gmail.com


Messi
Lionel Messi concede, no máximo, cinco entrevistas por ano. Sabe que fala qualquer dialeto pelo pé canhoto. Por ele, é verso, prosa, cantiga, voo de águia, despertar de criança. Messi proibiu que o chamassem de Deus. Disse que a comparação é imponderável e prejudicial à educação do filho pequeno.

Nas duas próximas gerações, no mínimo, não nascerá ninguém parecido a Messi no balé -bola e na capacidade sinfônica de maravilhar milhões e bilhões de adoradores na missão de jogar futebol brincando.

A declaração de Messi pegou o redator no contrapé, tropeçando, do jeito que ficam os marcadores do nanico de Rosário, desde cedo muito mais catalão pela identidade do Barcelona com ele. A luta pela liberdade de um povo traduzida em dribles sem protestos, mas expressões de liberdade pura.

Quem escreve a coluna é um homem comum em dúvidas existenciais pela chegada aos quase 50 anos, tempo demais para uma alma cansada. Avessa a badalações e isolada das confrarias por decreto da solidão.

As oscilações de comportamento indicam o sentimento natural do medo, não do meu destino, mas do depois dos meus sem mim. Não imagino um cronograma sem partir primeiro.

Tampouco suportaria os efeitos do contrário. Nem me envergonha expor minhas dúvidas. Sou jornalista para jogar subterfúgios e eufemismos no lixo em nome da confiança dos que acompanham meu teclar três vezes por semana.

Moro numa região da cidade onde há muita gente pernóstica, pedante, separatista. Gente que mede o outro pelo automóvel  ou pelo apartamento. Sou do afeto por sentimento. Desfilam carrões enquanto miseráveis esmolam. Boçais aceleram e dondocas empinam seus narizes refeitos em cirurgias plásticas nem sempre milagrosas.

Tristezas profundas me fizeram crer em Deus, o verdadeiro, o senhor de todas as sentenças, abrigo dos humildes, socorro dos desesperados. A mão que salva o afogado, iguala classes sociais na morte, permite a perpetuação civilizatória, no berro do bebê que chega. Com Deus, dialogo sem intermediários.

Messi não é Deus, jamais. É uma graça Dele, para levar alegria e encantamento a tantos que sangram por dentro. Messi é felicidade divina. Sim, eu também me alegro e agradeço pelo cidadão simples a quem ouso, no máximo, chamar de Pleonasmo. Graças a Deus.
Wallyson  Por falar em Deus, que ele ponha juízo nos dirigentes do ABC, que tornaram Wallyson uma espécie de Alberi em fim de carreira, o espectro de um craque, jogando por teimosia.  Se bem que para  Estadual e Série D, aos 74 anos, o Negão Alberi resolve. Só com a esquerda, a de pegar o ônibus.

Bases Fred Menezes, diretor das categorias de base do ABC, já se entendeu com Diá e a afinação está garantida, me disse Fred. Permanecem Gilmar Oliveira no Sub-20, Tostão no Sub-17 e Edmar no Sub-15.

Catástrofe
O ex-presidente do América, Alex Padang desenhou um Titanic financeiro no clube, dias depois da posse do seu familiar Leonardo Pessoa na presidência. Os números de Padang são falimentares.

Waguinho
O novo técnico, Waguinho Dias, que chegou pregando economia de guerra com otimismo(a fórmula deve ser a da Coca-Cola), deve estar preocupado com a autópsia feita por Padang.

André, o chato 
Vocês eu não sei, mas aguentar o apresentador e metido a comentarista André Rizek, do Sportv é como engolir dois lagartos vivos de uma vez só. O cara é insuportável na adulação a Neymar.

Comparação
Em comparação ao tetracampeão Bebeto, disse que Neymar “é muito melhor”. Bebeto foi o principal  companheiro de ataque de qualquer matador e requintado  finalizador. Ele e Romário, para mim, continuam insuperáveis. Pela ordem, Romário e Bebeto.

Neymala
Na véspera do jogo de ontem, sem encarar o Repórter da Globo, Neymar disse besteira. Se comparou a Messi. Defendeu receber tratamento privilegiado “por carregar o time nas costas”. Em 2014 e 2018, as Copas em que deveria ter chamado a bola de você, tratou-a como uma inimiga. Com mediocridade e máscara.

Pífio
Contra o Senegal, Neymar foi bizarro. Enquanto o neguinho Sadio Mané fez duas ou três jogadas geniais, mostrando que é superior ao mascarado de Tite.

Jesus na causa
Começaram a pedir ontem o português do Flamengo, Jorge Jesus na seleção. É Adenor(Tite) subindo no telhado.

Fase
Quando é ruim, urubu deitado traça o de cima. No ranking de menções nas redes sociais, publicado pelo UOL, ABC e América perdem para o Íbis(PE), pior time do mundo. No campeonato potiguar, o Íbis chegaria às semifinais. No mínimo.





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