Diá conversa, mas ainda não está certo com o ABC

Publicação: 2019-09-13 00:00:00 | Comentários: 0
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Depois da segunda rodada de negociações, ainda não foi dessa vez que a diretoria do ABC bateu o martelo e anunciou o nome do treinador Francisco Diá, como comandante da equipe na temporada de 2020. A formalização do acordo está por alguns detalhes, mas enquanto não se chega a um consenso, o profissional se recusa a falar como novo treinador alvinegro.

Presidente do ABC, Fernando Suassuna, optou por trocar técnico por força do orçamento apertado
Presidente do ABC, Fernando Suassuna, optou por trocar técnico por força do orçamento apertado

Tudo que a diretoria abecedista faz neste momento são contas, por isso ocorreu o declínio da renovação do vínculo com Roberto Fernandes, que entendeu a situação exposta pelo presidente Fernando Suassuna. Fred Menezes, assessor da presidência do clube resumiu a situação abecedista para próxima temporada numa única frase: próximo ano o ABC vai necessitar montar um elenco enxuto.

Conhecido como um bom montador de elenco, caberá a Diá formar um grupo barato, mas competitivo. Os compromissos assumidos pelo ABC para tentar escapar do rebaixamento foram grandes e para evitar ter problemas com a Justiça Trabalhista, a diretoria terá de cumprir com todos os acordos firmados com os atletas.

Da equipe que atuou na atual temporada, apenas os atletas oriundos das categorias de base, que possuem contratos mais longos com o Alvinegro, é que deverão continuar para temporada de 2020. O meio-campista Guedes, que participou de sua terceira temporada pelo clube potiguar, tem o contrato expirando no final do ano e o mesmo não deve ser renovado, devido a necessidade de ser realizar economia.

Um grande esforço está sendo realizado no sentido de evitar qualquer tipo de antecipação de receitas. Com isso, o clube vai iniciar 2020 com a certeza de receber R$ 1,2 milhões como cota de participação na Copa do Nordeste e outros R$ 525 mil referentes a participação na primeira fase da Copa do Brasil. Além disso, de acordo com Fred Menezes, pode surgir mais alguma entrada financeira de compra dos direitos dos atletas que o ABC possui emprestado com preço do passe fixado em outros clubes.

“Sabemos que a situação é difícil e que para um clube do porte do ABC, teremos um orçamento considerado muito baixo para o futebol. Mas existem essas questões das Copas do Brasil e do Nordeste, que, à medida em que se consegue avançar dentro da competição, um clube vai tendo direito a receber mais recursos. Então também temos de levar em consideração esse ponto, dentro do planejamento que será traçado”, destacou Francisco Diá.

O treinador recorda que comandar equipes em situação  financeira difícil, como a do ABC, não será novidade em sua carreira. Em 2009, ele assumiu o América numa situação emergencial, faltando onze rodadas para acabar a Série B e, ainda assim, conseguiu livrar o clube do rebaixamento. Em 2010, com um orçamento bastante limitado, comandou o Alecrim na Série D e conquistou o acesso do clube para Série C de 2011.

“Não foram apenas esses dois trabalhos, quando cheguei no Campinense o clube também não estava gozando de uma boa situação financeira. O mesmo ocorreu em minha passagem pelo Sampaio Corrêa, que vivia um período negro, ameaçado de cair para segunda divisão do Campeonato Maranhense e. Chegando lá, conseguimos a recuperação do clube, que acabou sendo o campeão. Crise não me assusta, o treinador sabe que algum dia em sua carreira terá de administrar uma crise, logo me sinto preparado e não me assusto com essa questão”, ressaltou Francisco Diá.




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