Dia das mães aquece atividade econômica na primeira quinzena de maio

Publicação: 2020-05-23 00:00:00
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Mesmo em um cenário de retração financeira em função das medidas restritivas para conter o avanço do novo coronavírus, o Dia das Mães influenciou positivamente a economia do Rio Grande do Norte na primeira quinzena de maio. A movimentação média diária subiu dias antes da data, considerada a segunda melhor para o comércio, e chegou a R$ 247,3 milhões por dia (período de 4 a 10 de maio). Na semana anterior, essa média era de R$ 223,3 milhões operados a cada dia. O impacto é um dos principais destaques do Boletim Semanal de Atividade Econômica, divulgado nesta sexta-feira (22) pela Secretaria Estadual de Tributação (SET-RN).

O estudo, que está em sua quinta edição, avaliando a atividade econômica no pós-pandemia de covid-19, mostra ainda que no período de 11 a 17 de maio, o valor médio diário das operações comerciais em todos os segmentos econômicos foi de R$ 245,34, registrando uma queda de 17,06% em relação ao período do ano passado, e de 0,79% em relação à semana anterior.

O boletim mostra que a emissão diária média de notas fiscais teve um pico entre 4 e 10 de maio, com mais de 832 mil emissões. O aumento de vendas em relação à semana de 6 a 12 de abril foi de 14,91%, no entanto, observa-se uma queda de 16,46% em relação ao mesmo período do ano passado. Na semana seguinte (11 a 17/05), o volume voltou ao patamar do início de abril, com aproximadamente 735 mil emissões – 20,96% de queda em relação ao mesmo período do ano passado.

O estudo se baseia nos documentos fiscais emitidos pelos contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) no período, comparando semana a semana. O material completo está disponível para download no site da SET-RN.

Na avaliação comparativa dos cinco setores analisados, considerando o nível de operações diárias do período pós-covid19 (16/03 a 17/05) ao do período pré-covid19 (6 de janeiro a 15 de março), a indústria da transformação foi o setor mais impactado. A redução do nível de operações diárias na indústria foi 40,36%. O setor combustível encolheu 30,98%, seguido do varejo, que reduziu 23,11%, indústria extrativista (11,59%) e atacado (4,27%).









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