Diógenes da Cunha: ''O RN é rico em patrimônio material e imaterial''

Publicação: 2019-05-15 00:00:00 | Comentários: 0
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A transformação de uma sociedade vai além da oferta de emprego, saúde, segurança e educação pelo poder público. A arte é um importante instrumento nesse processo, defende o presidente da Academia Norte-rio-grandense de Letras, Diógenes da Cunha Lima, ao citar “a riqueza que há na história material e imaterial de Natal e do Rio Grande do Norte”.

O escritor Diógenes da Cunha Lima expôs em sua palestra o potencial material e imaterial do RN
O escritor Diógenes da Cunha Lima expôs em sua palestra o potencial material e imaterial do RN

O escritor apresentou a palestra “RN, um estado rico em cultura”, na qual enalteceu o potencial cultural do Estado e seus ícones: Câmara Cascudo, Nísia Floresta, Augusto Severo, entre outros.

“O Rio Grande do Norte só será grande quando fizer uso pleno da sua cultura e da sua arte”, disse Diógenes da Cunha Lima. A frase do escritor antecipou o relato de memórias vividas ao lado do maior folclorista do País, Luís da Câmara Cascudo, ícone da arte e cultura potiguar. “Câmara Cascudo foi meu professor de Direito e eu fui seu melhor aluno. Todos os dias, eu ia para a casa dele e só saía quando ele dizia que era para baixar em outro terreno”, relembrou.

Diógenes da Cunha Lima explicou, ao longo da palestra, a origem do nome da cidade, que antes de ser Natal foi chamada de Natal de Los Reys, Santiago e New Amsterdam. Ele destacou, ainda, os aspectos históricos relacionados ao descobrimento e colonização do Rio Grande do Norte, além da construção da Fortaleza dos Reis Magos, a única no mundo erguida em cima de arrecifes com pedras importadas de Portugal.

“O Rio Grande do Norte é o único Estado do Brasil a ter uma costa Norte e uma costa Leste. São 412 quilômetros de belíssimas praias. Há uma riqueza grande nesse Estado que deve ser aproveitada”, declarou Diógenes da Cunha Lima ao ligar a beleza da foz do Rio Potengi com a imensidão das praias que cercam parte do território potiguar.

"O patrimônio material e imaterial do Rio Grande do Norte é um dos mais ricos do Brasil, e nós que somos um estado pobre, só merecemos o status de grande quando transformar em feitos aquilo que é apenas potencial. Nós temos uma grande extensão de litoral, que podemos transformar em riqueza, gerando emprego e renda para a população norte rio-grandense", afirmou.

Ao longo da palestra, as obras de Câmara Cascudo foram citadas por Diógenes da Cunha Lima além dos aspectos folclóricos, mas também gastronômicos como patrimônio imaterial do Estado. O estudioso citou, ainda, a questão religiosa frisando o potencial turístico da estátua de Santa Rita de Cássia, em Santa Cruz; os Mártires de Cunhaú e Uruaçú; além da Catedral de Sant´ana, em Caicó.

Diógenes da Cunha Lima não deixou de citar a ligação do escritor francês Saint Exupèry, autor de um dos livros mais lidos no mundo, ‘O Pequeno Príncipe’, e o ‘Baobá do Poeta’.

O que
Promovido pela TRIBUNA DO NORTE em parceria com a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte, Sistema Fecomércio, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Ministério Público do RN e RG7 Invests, a 37ª edição do Seminário com o tema “Arte e Cultura como instrumentos de desenvolvimento econômico” aconteceu nesta terça (14) no Auditório do Hotel Escola Barreira Roxa, na Via Costeira.




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