Dilma defende recuperação da Petrobras

Publicação: 2015-04-07 00:00:00
Brasília (AE) - Em meios aos desdobramentos da Operação Lava Jato, a presidente Dilma Rousseff usou a cerimônia de posse do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, no Palácio do Planalto, para defender a Petrobras, estatal atingida pelo esquema de desvios sob investigação, e a “soberania” e “o futuro do nosso País”. “Eu tenho certeza que a luta para recuperação da Petrobras, que está em curso, é minha, é do meu governo, e eu tenho certeza que interessa a todo o povo brasileiro”, discursou Dilma. “O que está em jogo nessa luta em defesa da Petrobrás e do controle do pré-sal é nossa soberania, é o futuro do nosso País e da educação.”

A declaração de Dilma ocorre após o senador José Serra (PSDB-SP) apresentar projeto de lei para revogar a participação obrigatória da estatal na exploração do pré-sal, iniciativa elogiada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em artigo publicado no domingo pelo Estado. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) também defende a extinção do modelo de partilha.

Pela lei sancionada no governo Lula, é obrigatória a participação estatal na produção do pré-sal em no mínimo 30%. A oposição defende o modelo de concessão, no qual a Petrobras deixa de ter participação obrigatória e tanto o risco quanto os lucros da exploração do pré-sal ficariam com a iniciativa privada.

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“Não é coincidência que, à medida que cresce a produção do pré-sal, ressurjam, ainda, algumas vozes que defendem a modificação do marco regulatório que assegura ao povo brasileiro a posse de uma parte das riquezas. Nós não podemos nos iludir. O que está em disputa é a forma de exploração desse patrimônio e quem fica com a maior parte”, disse Dilma.

A presidente afirmou que o pré-sal “não é mais uma promessa, é uma realidade”, com a extração de mais de 660 mil barris por dia “E isso é algo importante, porque é o dobro do que nós extraíamos há um ano. Hoje, é importante dizer que 27% da produção de petróleo do Brasil vem do pré-sal. Isso significa que a fonte das riquezas que nós planejamos para sustentar a educação está já em atividade. E, mais do que isso, vai garantir uma renda sistemática pelos próximos anos.”

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