Dinheiro era entregue a intermediários

Publicação: 2017-04-04 00:00:00
O esquema de corrupção dentro do Dnit contava com a participação de outras pessoas de confiança de João Maia, segundo Gledson Maia. Além dos empreiteiros e dos membros do Dnit envolvidos no esquema, familiares e um assessor direto, que não aparecem como réus no processo, faziam o trabalho de recolhimento da verba referente à “ajuda política”. As formas se entregar o dinheiro em espécie eram diversas.

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A maioria dos encontros ocorreu em apartamentos dos envolvidos, mas, muitas vezes, o dinheiro era repassado pelas empresas de maneira alternativa. Em um caso relatado por Gledson Maia, um empreiteiro encontrou com o sobrinho de João Maia na praça de alimentação do shopping Midway Mall e entregou o dinheiro dentro de uma sacola de loja de esportes em que estava uma camisa do Manchester United, equipe inglesa de futebol. 

Em outros casos, o assessor de João Maia, que participava diretamente da campanha, seguia até as cidades do interior do Rio Grande do Norte, como Mossoró, Caicó e Macaíba, onde recolhia o dinheiro e entregava diretamente ao então deputado,  que decidia qual a destinação da verba.