Diretoria da Ancine será transferida para Brasília

Publicação: 2019-07-19 00:00:00 | Comentários: 0
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Julia Lindner e Mariana Haubert

BRASÍLIA - O ministro da Cidadania, Osmar Terra, confirmou que a direção da Agência Nacional do Cinema (Ancine) será transferida para Brasília. O restante dos funcionários, segundo ele, ficaria no Rio de Janeiro. O presidente Jair Bolsonaro defendeu a transferência da Ancine devido ao suposto "ativismo" na produção de filmes brasileiros, citando como exemplo o filme Bruna Surfistinha, dirigido por Marcus Baldini, em 2011, e que narra a história de uma ex-garota de programa. Bolsonaro falou sobre o assunto durante evento de comemoração pelos 200 dias de governo.

Em sua fala, Bolsonaro utiliza o filme Bruna Surfistinha como argumento para sua decisão
Em sua fala, Bolsonaro utiliza o filme “Bruna Surfistinha” como argumento para sua decisão

“Agora há pouco, Osmar Terra e eu fomos para um canto e nos acertamos. Não posso admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha. Não dá. Ele apresentou propostas sobre a Ancine, para trazer para Brasília. Não somos contra essa ou aquela opção, mas o ativismo não podemos permitir, em respeito às famílias, uma coisa que mudou com a chegada do governo", disse o presidente.

Também na quinta-feira, 18, Bolsonaro assinou a transferência do Conselho Superior de Cinema, responsável pela política nacional de audiovisual, do Ministério da Cidadania para a Casa Civil. O objetivo é que o Palácio do Planalto tenha mais influência sobre o órgão. Oficialmente, o intuito é "fortalecer a articulação e fomentar políticas públicas necessárias à implantação de empreendimentos estratégicos para a área".

Segundo relato do site Filme B, para Roberto Jucá, ex-membro do CSC, a ida do Conselho Superior de Cinema para a Casa Civil apresenta aspectos positivos e negativos. Ele acredita que a alteração da presidência do Conselho pode diminuir o processo de discussão e implementação da política pública. Ele diz ainda que torna mais necessária a articulação do setor, uma vez que o Ministério da Cidadania teria mais proximidade com a área do que a Casa Civil.





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