Dirigentes tentam reduzir salários

Publicação: 2020-03-27 00:00:00
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O novo coronavírus colocou vários países em um mesmo desafio no futebol: como renegociar os salários dos atletas para diminuir o prejuízo dos clubes enquanto o calendário estiver suspenso. Por enquanto, as medidas de acordo coletivo lideradas por dirigentes não deram certo na Europa e as mudanças mais eficazes partiram isoladamente de equipes, com decisões para diminuir a folha de pagamento.
A Agência fez um levantamento de como estão as negociações nos principais países europeus e encontrou um cenário ainda indefinido, principalmente na Inglaterra, Espanha e Itália. A preocupação em diminuir as despesas é grande, pois neste período sem jogos os times não contam com receitas de bilheteria e deixaram de ter exposição dos patrocinadores na televisão.

Créditos: DivulgaçãoNeuer considera jogadores privilegiados e aceitou reduçãoNeuer considera jogadores privilegiados e aceitou redução


A Alemanha é o país com mais movimentações, no entanto todas as decisões partiram dos clubes. No Bayern de Munique, o elenco aceitou ter o salário reduzido em 20% enquanto o calendário estiver paralisado. O objetivo é não prejudicar funcionários da equipe, que dependem dos vencimentos para sustentar as famílias. "Os jogadores de futebol formam um grupo de profissionais especialmente privilegiados, por isso é evidente que temos que aceitar uma redução salarial quando for necessária. O Bayern de Munique tem cerca de mil empregados", disse o goleiro Manuel Neuer.

A mesma postura do Bayern de Munique foi tomada por outras equipes. O Borussia Dortmund fixou um acordo interno de 20% de cortes no salário e de redução de 10% caso a temporada continue os jogos com os portões fechados. A estimativa da diretoria é de conseguir poupar até R$ 12 milhões por mês. No Union Berlin, Werder Bremen e no Borussia Mönchengladbach, os atletas renunciaram aos salários.

A Espanha, um dos países europeus mais atingidos pela pandemia, teve até agora poucas movimentações sobre renegociação salarial. A principal discussão surgiu no Barcelona. A diretoria propôs ao elenco uma redução de 70% dos vencimentos durante a paralisação. A proposta foi rejeitada. Os jogadores exigem que o desconto seja de no máximo 30%. As conversas vão continuar nos próximos dias.

A liga local indicou que avalia propor às equipes uma redução salarial de 20%, a ser aplicada para todo o restante da temporada. A federação espanhola anunciou um pacote de cerca de R$ 2,7 bilhões disponíveis para os times das duas primeiras divisões pegarem empréstimos e sobreviverem à crise. A ideia da entidade é fixar um prazo de até seis anos para receber o dinheiro de volta.

No Campeonato Francês, a mobilização sobre a pendência salarial partiu de Olympique de Marselha e Lyon. Para economizar, as duas diretorias fizeram o elenco receber 70% do valor. Durante a suspensão do calendário, os demais 30% serão pagos pelo governo, mas de acordo com um teto de repasses do equivalente a R$ 26 mil mensais.






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