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Alex Medeiros
Do esplendor à escuridão
Publicado: 00:00:00 - 26/06/2022 Atualizado: 11:02:53 - 25/06/2022
Do esplendor à escuridão

No final dos anos 1930, enquanto o mundo se dividia entre recolher os cacos da grande crise de 1929 e resistir à ira socialista-patriótica do Partido dos Trabalhadores da Alemanha, liderado por Hitler, Hollywood resistia em manter o glamour nas telas. O garoto Robert Wagner, recém-chegado em Los Angeles, circulava faceiro no circuito cinematográfico, impulsionado pelo acesso fácil da sua família às grandes estrelas. Seu melhor amigo era filho da socialite Phyllis Potter, a primeira mulher de Fred Astaire. 
Reprodução

O cultuado ator e bailarino costumava apanhar Wagner e o enteado na escola. Noutras ocasiões, o garoto carregava os tacos de golfe de Clark Gable e já na adolescência foi namorado da filha da atriz Gloria Swanson. Estava fadado ao estrelato. Com 22 anos atraiu os olhares da estrela Barbara Stanwyck, então com 45 anos, durante as filmagens de “Náufragos do Titanic”. O caso de amor não chamou a atenção da mídia fofoqueira, mas durou mais de quatro anos.

Foi em 1957 que a tórrida paixão por Natalie Wood virou casamento, gerando ciúmes nos 5 continentes, já que o mundo namorava com a parceira de James Dean em “Juventude Transviada”, o filme de Nicholas Ray de dois anos antes.

O amor deu um tempo em 1962, depois de Natalie aninhar-se nos braços de Warren Beatty em “Clamor do Sexo”, do diretor Elia Kazan. E dessa vez as revistas e colunas insinuaram contatos extra-set entre os protagonistas.

Na biografia “Pieces of my Heart”, lançada em 2009, Wagner confessou que pensou em duas saídas para superar o vazio: suicidar-se ou matar o amante. Quando o ciúme ardia, ficava horas com um revólver diante da casa de Beatty.

Durante 10 anos, até Wagner e Natalie casarem-se outra vez, em 1972, ambos freqüentaram outras camas. Quando a nova fase estava para completar o 10º aniversário, o corpo da atriz boiou nas águas da ilha Catalina, na Califórnia.

Era 29 de novembro de 1981, feriado do Dia de Ação de Graças, e o casal passeava a bordo do iate “Splendour”, de sua propriedade. E convidou o ator Christopher Walken, que estava filmando “Projeto Brainstorm” com Natalie.

Foi a última cena da vida real da atriz, que sequer viu as imagens do filme de ficção que só estrearia em 1983. Dois livros oferecem três versões para a sua morte: a própria biografia do marido e “Goodbye Natalie, Goodbye Splendour”.

No segundo, escrito por Marti Rulli a partir da narrativa de Dennis Davern, o capitão do barco, a morte de Natalie foi consequência de uma briga com o marido, no deck do iate, e que o amigo Walken tentou, sem sucesso, interferir.

No livro de Wagner, ele diz que teve discussão áspera com Walken sobre a vida profissional da sua esposa. O amigo defendia liberdade de movimentos para a atriz, sem o sufoco do ciúme do marido, que não a queria longe dele.

O colega queria que Wood trabalhasse mais a carreira, o cônjuge desejava mais sua presença doméstica. Wagner disse que bebia sozinho no deck quando sentiu falta da mulher, Davern disse que ela tentou fugir da discussão.

São 4 décadas do dia fatídico (sem Graça) e das versões de queda acidental e da fuga num bote inflável. Natalie Wood desapareceu nas águas do Pacífico para não mais voltar, nem para Hollywood nem para os braços de ninguém.

Em 2011 surgiram informações adicionais que provocaram a reabertura do inquérito que apurou a morte da estrela. A irmã, Lana Wood, e o velho comandante do iate, Dennis Davern, pediram para a Polícia reabrir o caso.

Na autópsia, o corpo de Natalie Wood apresentava algumas contusões e arranhões, o que sempre levantaram suspeitas entre parentes e amigos mais chegados, que criticavam o ciúme exacerbado do marido Robert Wagner.

Uma vez, a atriz contou que tinha verdadeiro terror do mar, fruto da abordagem de uma cigana que lhe sugeriu manter distância das águas escuras. E acabou morrendo no profético e escuro cenário, caída de um iate de branco esplendor.

Paulêmica 
O caso da menina de 11 anos que engravidou do namorado de 13 trouxe à baila um viral de 2020 do casal no Tik Tok em que o rapaz tinha 19 anos e a garota 13. Eu acho muito mais grave um artista de 40 com uma groupie de 13.

Valores 
A choldra das narrativas identitárias está caindo de pau numa cantora gospel que se negou a participar de um casamento gay. E também pelo fato da moça criticar imagens de um Jesus travesti e Santa Maria trans. Mas, isso pode, né?

Olho no voto 
Caio Lemos e João Paulo Cavalcanti, talentosa dupla publicitária, tiveram uma sacada de craques: montaram na agência Adhead Comunicação um setor específico para atender os candidatos sem estrutura e sem apoio partidário.

Serviços 
Os garotos, que já atuam além do RN com trabalhos na Paraíba e Pernambuco, oferecem pacotes com ações de marketing digital, gestão de redes sociais, filmagens com drones... Toca pra eles no Zap 99472-7362.

Esgotado 
Os canais Euronews, BBC e CNN estão destacando a multidão em busca de ingressos para o show de Paul McCartney ontem no Glastonbury Festival, o maior da Inglaterra. Esgotaram rápido e o local não comportou tanta procura.

Os dez 
De Rodrigo Hammer: “Pelé, Zico, Garrincha, Ronaldinho, Romário, Denilson, Neymar, Rivellino, Junior, Éder”. E de Totonho Pires: “Nilton Santos, Didi, Garrincha, Pelé, Carlos Alberto, Gerson, Rivellino, Tostão, Romário, Ronaldo.

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