Dodge reforça denúncia e pede afastamento de Cedraz

Publicação: 2019-06-25 00:00:00 | Comentários: 0
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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reforçou à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que receba integralmente a denúncia contra o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz; seu filho, o advogado Tiago Cedraz e outras duas pessoas, pelo crime de tráfico de influência em obras da Usina de Angra III. O julgamento está previsto para a sessão desta terça-feira, 25.

Aroldo Cedraz diz, por intermédio de advogados, que não é citado
Aroldo Cedraz diz, por intermédio de advogados, que não é citado

Eles são acusados de receber supostas propinas para influenciar em processos na Corte de Contas para beneficiar o consórcio Angramon, liderado pela UTC Engenharia. A procuradora-geral também reforçou pedido cautelar para o afastamento de Aroldo Cedraz. A denúncia foi oferecida em outubro de 2018. Na cota, documento complementar à acusação em que a Procuradoria pede outras providências, Raquel já solicitava o afastamento de Cedraz do cargo.

Após o oferecimento da acusação pela produradora-geral da República, as defesas apresentaram resposta à peça da Procuradoria-Geral. O ministro e seu filho pediram para que a denúncia não seja recebida.

Na quinta-feira, 22, a procuradora-geral enviou a Fachin nova manifestação rebatendo os requerimentos das defesas.

Defesas
Em nota, o advogado Luís Henrique Machado, que defende Aroldo Cedraz, afirmou que "o Ministro Aroldo Cedraz nem sequer foi citado nas delações da UTC". "É uma verdadeira temeridade criminalizar o pedido de vista realizado pelo Ministro e lançá-lo no enredo acusatório principalmente porque não há prova que respalde a alegação", afirmou Machado.

A reportagem não localizou o defensor do advogado Tiago Cedraz. Nos autos o advogado Eduardo de Vilhena Toledo, que defende Tiago, pediu para que a denúncia seja rejeitada por "manifesta ausência de base empírica".





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