Doria rebate Ministério do Turismo e reforça interesse de SP na Fórmula E

Publicação: 2019-06-26 06:48:00 | Comentários: 0
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Focados em manter na cidade o GP do Brasil de Fórmula 1 para além de 2020, a Prefeitura de São Paulo e o governo estadual estão em outra briga com o Rio de Janeiro. A capital paulista também quer sediar uma das etapas da Fórmula E, categoria de carros elétricos chancelada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

O governador de São Paulo eleito, João Doria defende a ideia de Escola Sem Partido
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) reforça interesse na Fórmula E

O interesse em receber a corrida foi reforçado nesta terça-feira pelo governador João Doria, após reunião com dirigentes da Fórmula 1. Na principal categoria do automobilismo mundial, São Paulo e Rio brigam para receber a etapa após 2020, ano em que se encerra o atual vínculo da capital paulista.

No campeonato de carros elétricos, a disputa não se restringe às duas grandes cidades. Elas têm um embate com Belo Horizonte e Brasília.

E este duelo ganhou ares políticos na semana passada, quando o governo federal, através do Ministério do Turismo, anunciou que somente Rio, Brasília e Belo Horizonte apresentaram proposta à FIA para receber a prova. São Paulo não foi mencionado, o que trouxe desconforto às autoridades paulistas.

Ao mesmo tempo, reforçou o embate entre os governos federal e estadual. No plano da disputa pela F-1, o presidente Jair Bolsonaro vem defendendo publicamente a proposta do Rio em receber a corrida, em oposição a declarações públicas de Doria.

Na segunda-feira, Bolsonaro chegou a provocar o governador de São Paulo ao afirmar que ele seria pré-candidato à presidência para 2020 e, portanto, deveria pensar mais nos interesses do Brasil e não somente nos de São Paulo. Na terça, Doria rebateu ao afirmar que, como governador, defendia os interesses dos paulistas.

Neste contexto, Doria garantiu que São Paulo segue na briga para sediar uma prova da F-E e alfinetou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. "Vocês [jornalistas] terão notícias sobre a Fórmula E nas próximas semanas. Respeito o ministro do Turismo. Mas essa não é uma decisão política. Eventos desta natureza envolvem investimento muito alto, não é uma decisão de ordem política ou que se faz de cima para baixo. Não é assim na Fórmula 1 e nem na Fórmula E.".

As propostas de Rio, Belo Horizonte e Brasília para sediar a F-E foram apresentadas pelo próprio ministro ao presidente da FIA, Jean Todt, em reunião realizada na quarta passada, na sede da entidade, em Paris. Na ocasião, o secretário-executivo do ministério, Daniel Nepomuceno, também se reuniu com Alejandro Agag, CEO e um dos fundadores da F-E. A F-E tem o aval da FIA, mas as negociações de calendário e escolha de etapas são realizadas diretamente com os dirigentes do campeonato, com destaque para Agag.

São Paulo tentou receber a corrida nos últimos anos, sem sucesso. Em 2018, esteve perto, mas cancelou sua participação no calendário quase de última hora. A prova seria realizada no Anhembi, mas a proposta de privatização da prefeitura, então liderada por Doria, inviabilizou a realização do evento no local.

Nos últimos meses, a capital paulista ganhou força novamente na disputa para receber a etapa, mesmo após o interesse demonstrada pelas demais capitais. O circuito, de rua, seria adaptado no entorno do Parque do Ibirapuera.

O Rio, que também já teve frustrada uma tentativa de receber a Fórmula E, apresentou duas propostas. Em uma delas, o circuito passaria pelo complexo do Maracanã. Outra teria a Marina da Glória como um dos principais pontos. Na capital mineira, a prova seria realizada próximo do Mineirão.

O Brasil poderia entrar já na próxima temporada da Fórmula E, que terá início em dezembro. Há duas semanas, ao lançar o novo calendário, a categoria deixou em branco uma etapa agendada para 14 de dezembro. Há chances de que este lugar no calendário seja ocupado por uma cidade brasileira.

Estadão Conteúdo










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