Dragão Fashion, do Ceará, do Brasil

Publicação: 2019-05-26 00:00:00 | Comentários: 0
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Enquanto algumas semanas de moda se perdem no abismo sem saber o que ponderar para trazer o sucesso de volta, o DFB Festival, maior evento de moda autoral da América Latina se faz forte e se consagra com sucesso em todo o país.

Em 20 anos que se passaram, o Dragão Fashion cresceu e reproduziu sua moda autoral. Com base de 36 desfiles, 4 balés, 20 shows, oito palestras, quatro workshops,  e mais uma feira com foco em economia criativa, o evento denominado “Cidade Autoral” redefiniu o estilo

Do GLAM oitentista (super exagerado), ao “new way” sustentável - que talvez seja um dos movimentos - que venha a repercutir o padrão da moda dos anos 2020, o evento mostrou de tudo um pouco, com exemplos claros. Novidade nessa estação, todo o lixo produzido no evento teve um lugar para destino. Reciclado, reutilizado e reaproveitado, nada passa por baixo da onda. Mas, não é sobre lixo que falamos, né? A não ser que seja no desfile do Lindebergue. O estilista mais esperado do evento trouxe a coleção “Eu não sou seu LIXO” e gerou fortes emoções. GLAM listou 12 dos mais poderosos desfiles da estação. Vamos lá?

Almerinda Maria

Nome consagrado no DFB, Almerinda Maria mantém seu estilo à partir de rendas como richilieu e renascença, além, claro de trabalhar com o linho e outros tecidos naturais. Nessa estação, a super designer traz aos fashionistas a coleção Tropical Chic, com referências a nossa eterna Pequena Notável, Carmen Miranda, que dominou a Europa durante as décadas de 1930 e 1940.

Gisela Franck

Minimalista e atemporal, Gisela Franck traz uma coleção pensada no natural. Em uma coleção marcada por linho, devorê e gase de seda, a estilista compõe uma leveza atemporal, chic demais.

Água de Coco

Encerrando o primeiro dia de desfiles do DFB, a Água de Coco quebrou um regime de 8 anos sem desfilar no evento. Para a volta, não poderia ser diferente, com uma coleção intitulada Praia Sertão, a marca trouxe um beachwear couture de arrancar suspiros.

Bruno Olly

Estilista consagrado no evento, Bruno Olly trás a luta as passarelas. Boxeadores, para ser mais claro. Destaque para a caracterização onde os modelos apareceram machucados e esfarrapados. O estilista completa com o visual urbano e traz as passarelas do DFB, tecidos no melhor estilo em patchwork, tal como o couro mercerizado e propostas recorrentes ao upcycling.

Jangadeiro Textil

Gisela Franck e Marina Bitu fazem um dos desfiles mais poderosos do evento, o Jangadeiro Textil. As estilistas trouxeram emoção a passarela com peças leves, tradicionais, com um bom corte e uma qualidade sem tamanho. Elegante e descomplicado, o desfile traz também uma aquarela artsy com tudo que há de melhor no linho. Emocionante! The best!

Wagner Kallieno

Para fechar o line-up de eventos de segundo dia, o estilista potiguar Wagner Kallieno  traz as passarelas sua estética 80s, em um mood esportivo representado por bikers shorts, jaquetas esportivas e detalhes em acabamento, como golas), além de todo o desejo das estampas artsy, o melhor está nas mangas, todas construídas para empoderadas mulheres decididas. Lembra a princesa Diana? Nossa querida Lady Di? Por aí.

Melk Zda

Melk Zda faz uma coleção linda, leve e cá entre nós, deliciosa! Com uma coleção batizada Casa de Chá, o estilista mantem alguns dos tons que sempre trabalhou, como o laranja e o rosa. Casual se mistura com a festa e mixam entre o demi couture. Bordados, brilhos, e muito, mas muito amor, em cada detalhe. Espetacular!

Rota Jeri

Claudio Silveira, o súper Claudio lança sua marca com um quê do que há de melhor, seu amor pelo Ceará. A frente da Rota Jeri, Claudio nos mostra os “caminhos das pedras” - como sempre fez - e apresenta um trabalho artesanal de se apaixonar. Na passarela, o regionalismo do crochê, do handmade, da palha e do couro, nos tons, looks mixados em tons neutros como o nude. O styling é perfeito, as peças, bem, não podemos falar sobre isso, uma obra de arte. Fruto do Ceará, peças que passará gerações e gerações futuras e enriquece uma cultura.

Lindebergue Fernandes

sob o som de Ronaldo Resedá em músicas como Marrom Glacê e Última Moda na Terra que o estilista Lindebergue Fernandes trouxe a moda e a estética ousada do autoral. Em momentos de crise, tristeza, e desprezo, o estilista traz em questão todas as formas de desprezo, para os que não lembram, Lindebergue já abordou temas como religião, política e até mesmo questoes próprias como o Amor Próprio. Nessa edição, o estilista entra em campo com a coleção intitulada “Eu não sou seu lixo”, onde traz uma relação do lixo pessoal (abordados nas relações) e o lixo literal, em resíduos. O estilista entra na moda sustentável e traz uma relação visionaria a moda. O brega é CHIC! Já diria uma das t-shirts do estilista.

Kalil Nepomuceno

Kallil Nepomuceno complementa a estética do brilho e a visão otimista, com energia oitentista, que com muito volume e babados - no sentido literal – levou emoção a passarela. A trilha é liderada por Vogue, de Madonna. Ícone de uma década, Kallil referência o brilho, o glamour, a qualidade, um haute couture de causar suspiros e delírios. Lindo de se ver!

Baba

Estreando no DFB Festival, a Baba, marca do talentoso Gabriel Baquit, com estilo comandado pela estilista Marina Bitu vem com um estilo diferente. Para começar, a marca trás a tona a frase “No meu tempo” e dessa premissa sai todas as referências. Em um tom nostálgico, Gabriel e Marina trás otimismo do passado e do futuro. Tem Refrigerante São Geraldo, Pipoca Luiza, Seis bolas por um real e por aí vai... convidados especiais marcam o desfile da marca, um deles, Claudio Silveira, idealizador do evento, entra com o livro A Ascensão da Classe Criativa, de Richard Florida; há também o Presidente Global da CUFA, Central Única das Favelas, Preto Zezé que usa do livro Um País Chamado Favela, de Renato Meirelles e Celso Athayde. Há também um ar político, que faz do desfile um dos melhores de toda a estação.

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