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Duda Beat apresenta nova turnê 'On Tour' nesta sexta-feira (27)
Publicado: 00:00:00 - 26/05/2022 Atualizado: 18:14:51 - 26/05/2022
Nascida na terra do Manguebeat, ela pôs o sotaque pernambucano novamente nas paradas, e despontou como uma inesperada diva pop brasileira. A cantora e compositora Duda Beat volta a Natal para apresentar o show da nova turnê, “On Tour”, nesta sexta-feira, a partir das 19h, na Arena das Dunas. Após ser celebrada pela cena alternativa, Duda caiu nos braços do povão, e o novo espetáculo é uma confirmação desse status. A noite terá ainda apresentações de Cafonaite, Benza, Carol Porto, Jaiara Fontes, Matena, e Bruno Mooneyhan.  

Divulgação


Duda apresentará as músicas do disco "Te amo lá fora", lançado em 2021, que inclui faixas como “Meu Pisêro” e “Nem um pouquinho”. Também não ficarão de fora os hits repaginados do primeiro álbum, “Sinto Muito”, como “Bixinho” e “Bolo de rolo”, além das participações especiais aclamadas da cantora, das mais antigas às mais recentes. O novo single, “Dar uma deitchada”, também vai marcar presença na nova apresentação. 

A parte visual do espetáculo aposta no conceitual e traz uma narrativa mais “dark” e sombria. A luz e a cenografia estão muito integradas com a parte musical nessa nova turnê. Além de viajar o Brasil todo com a turnê, a artista já apresentou o "Duda Beat On Tour" na Europa, onde seis países puderam contemplar a nova fase da cantora. Em meio aos shows, Beat também se prepara para sua apresentação no Rock In Rio em setembro. 

A cantora declarou que está em um momento bastante otimista da carreira. “Sinto que estou mais do que pronta para mostrar ao Brasil e ao mundo a potência do meu último álbum! O que mais amo fazer é estar nos palcos, cantando junto com meus fãs, entendendo quais são as músicas preferidas deles e sentindo todo esse amor que eles têm pelas minhas canções”, disse. 

Duda Beat bateu um papo com a TN e falou sobre a nova fase da carreira, o desafio do segundo disco, a sofrência, e o barato de ser uma diva pop nacional com sotaque nordestino. Confira:

- Faz bastante tempo do seu primeiro show em Natal, na época do primeiro disco. Tantos anos depois, o que Duda Beat vai apresentar para os fãs nessa nova temporada?

Uma das marcas do meu show é que, apesar de cantar sofrência, ele é um show super animado e envolvente. Então você 'se acaba' de dançar e fica feliz. Tem aquele momento do romance ali no meio, mas com certeza esse show que estamos levando é bem dançante e feliz, ainda mais agora que tenho um time de bailarinas incrível ao meu lado. Então quero que o povo se jogue e curta muito!  

- O que mudou na sua música e na postura de artista desde “Sinto muito” (2018) até o “Te amo lá fora” (2021)?
 
A maior diferença do primeiro para o segundo álbum é que no primeiro estou muito mais iludida, então eu transmito uma vibe mais platônica. No segundo, estou bem mais realista, mais pé no chão e mais desiludida, encarando a realidade e esses assombros. “Te Amo Lá Fora” é um álbum mais dark e obscuro. Me senti mais segura de si e minhas músicas refletem bem esse momento. 

- Você surgiu como uma representante da nova MPB e agora tem o status de uma diva pop. O que você acha disso? Como você se situa nesse cenário?

Me sinto muito lisonjeada de conquistar esse espaço. Fico grata também por inspirar e servir de referência para tantos outros artistas que vieram na sequência desse movimento que sou precursora, do “pop indie sofrência”. Desde que me conheço como artista, desejo atingir o Brasil inteiro, ser uma das maiores. Sempre foi um desejo meu ser pop, sempre me afirmei nesse lugar. Ser pop é sobre você se comunicar com o povo, passear por vários estilos. Além de números grandes nas redes sociais, quero que a minha música chegue a maior quantidade de pessoas, pois sei que a arte toca em um lugar de transformação na vida pessoal de cada um.

- Você é uma artista nordestina e seu sotaque deixa isso bem claro. Teu público, que é nacional, acolheu isso sem problema. Acredita que contribuiu de alguma forma para extinguir esse preconceito de vez? 

A minha música é popular e brasileira. Quero que minha arte chegue às pessoas de maneira democrática e todos possam ouvir meu trabalho. Esse é o grande barato da arte, transformar a vida das pessoas, independentemente de onde eu venho, ou qual seja meu sotaque. Quando o artista consegue tocar a vida de pessoas de alguma forma, não existem mais barreiras e nem preconceitos. 

- Quais suas referências musicais? O que você escuta para se inspirar?

Eu amo Ivete, Lady Gaga, Madonna, Chico Science, Pablo Vittar, escuto tudo, me inspiro, canto, danço e assim trago pra mim. É lindo essa mistura.  

- A Duda Beat da sofrência ainda tem muito espaço nessa nova fase da carreira?

Enquanto houver amor, a sofrência vai dar um oi (risos). Não tem como a gente falar de alegria sem falar da dor. A Duda que canta é a Duda que sempre vai falar sobre sentimento, seja ele qual for. A gente vai sofrer, sorrir, amar e dançar muito ainda juntos com as minhas inspirações, tenho certeza disso.

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