Duodécimo disparou, diz coordenador da transição

Publicação: 2018-12-06 00:00:00 | Comentários: 0
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A proporção do orçamento do Estado reservado ao Judiciário e ao Legislativo cresceu “disparadamente” no Rio Grande do Norte se comparado a outros Estados do mesmo porte, avalia o vice-governador eleito e coordenador da transição, Antenor Roberto. Essa expansão é vista como um dos maiores fatores para a crise fiscal enfrentada pelo Estado, ao lado do regime da previdência, de um grande número de ações judiciais e de baixo índice de recuperação da dívida ativa. Segundo Antenor Roberto, a avaliação consta em diagnósticos fiscais feito pelo Banco Mundial, que tem convênio com o Estado.

Governadora eleita, Fátima Bezerra participou de reunião com os desembargadores do TJ-RN
Governadora eleita, Fátima Bezerra participou de reunião com os desembargadores do TJ-RN

Antenor citou como exemplo a Paraíba. O estado vizinho ao Rio Grande do Norte gasta cerca de 10,6% do Orçamento com os outros poderes, contra cerca de 12,9% aplicado pelo RN. Estados com o orçamento muito superior ao do Rio Grande do Norte, como Pernambuco e Ceará, destinam cerca de 8% nos duodécimos.

Em contrapartida, o diagnóstico do Banco Mundial apontou que os Estados com o porte semelhante ao RN tem um número de servidores semelhante. Na avaliação de Antenor, isso derruba a ideia de que a administração executiva tem um 'inchaço' de servidores. “Isso desmente uma retórica de um discurso de que dizia que o nosso Estado tinha mais servidores que a Paraíba”, afirmou.

“O que houve nos outros governos foi a expansão desse orçamento. Isso não quer dizer que a gente acha que não é importante a Justiça, não é importante o Legislativo. O que eu quero dizer ao expandir esse serviço, você não levou em conta que no Executivo você já não dá conta do essencial”, concluiu.



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