Eólicas investirão R$ 3,5 bilhões no estado até 2024

Publicação: 2018-09-06 00:00:00 | Comentários: 0
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O Rio Grande do Norte liderou a contratação de projetos para produção de energia eólica, no 28º Leilão de Energia Nova A-6 de 2018 realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na sexta-feira, 31 de agosto. Do total de 48 novos projetos inscritos no certame, 27 foram arrematados no estado. Eles totalizam aproximadamente 743 MW de capacidade instalada e deverão começar a operar em 2024. Os projetos vendidos irão assegurar cerca de R$ 3,5 bilhões em investimentos no estado nos próximos seis anos.

O projeto com o maior fator de capacidade (67,5%) será instalado no município de Riachuelo
O projeto com o maior fator de capacidade (67,5%) será instalado no município de Riachuelo

“Desse montante, cerca de R$ 1,5 bilhão deverá ser injetado diretamente nas regiões produtoras”, disse o Presidente do Centro de Estratégias em recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates. A maior parte dos projetos está na região do Mato Grande, onde se encontram a maciça maioria das usinas instaladas no estado e com melhores infraestruturas. O projeto com maior fator de capacidade (67,5%) será instalado no município de Riachuelo. A usina Ventos de Santa Martina, desenvolvido pela empresa Casa dos Ventos, terá turbinas da fabricante global Vestas.

Os estados com os empreendimentos contratados foram o Rio Grande do Norte (27 usinas), a Bahia (21 usinas), o Paraná (5 usinas), São Paulo (2 usinas), Minas Gerais (2 usinas), além de Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Maranhão com uma usina em cada estado.

O certame negociou Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado na modalidade por quantidade (hidrelétricas – suprimento de 30 anos e eólicas – suprimento de 20 anos) e por disponibilidade (biomassa, carvão e gás natural – suprimento de 25 anos).

O leilão movimentou, ao todo, R$ 23,6 bilhões em contratos. O preço médio ao final das negociações foi de R$ 140,87 por MWh, com deságio de 46,89% em relação aos preços-tetos estabelecidos, representando uma economia de R$ 20,9 bilhões para os consumidores de energia.

Ao final das negociações, foram contratados 62 empreendimentos de geração, sendo 11 hidrelétricas, 48 usinas eólicas, 2 usinas térmicas movidas a biomassa e uma térmica a gás natural , o que soma 835 MW médios de energia contratada.

Leilão de energia
Os leilões são a principal forma de contratação de energia no Brasil. Por meio desse mecanismo, concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviço público de distribuição de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) garantem o atendimento à totalidade de seu mercado no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Quem realiza os leilões de energia elétrica é a CCEE, por delegação da Aneel.

O critério de menor tarifa é utilizado para definir os vencedores do certame, visando a eficiência na contratação de energia.

O leilão de energia nova, realizado na semana passada, tem como finalidade atender ao aumento de carga das distribuidoras. Neste caso, são vendidas e contratadas energia de usinas que ainda serão construídas.

Veja abaixo os números do setor no estado
138 parques eólicos em operação comercial, somando 3,72 GW em potência instalada;

15 parques eólicos em construção, somando 366,10 MW em potência instalada;

45 parques eólicos contratados, somando 1,187 GW em potência instalada.

Ranking
Os maiores produtores eólicos são:

1° Rio Grande do Norte (3,7GW)

2° Bahia (2,5GW)

3° Ceará (1,9GW)

4 ° Rio Grande do Sul (1,8GW)

Fonte: Centro de Estratégias em recursos Naturais e Energia (CERNE)





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