Eclipse é visto parcialmente em Natal

Publicação: 2018-07-28 00:00:00 | Comentários: 0
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O tempo nublado e o clima chuvoso dificultaram a visualização do mais longo eclipse da Lua do século 21, em Natal, no início da noite desta sexta-feira (27), principalmente, no momento mais indicado para acompanhar o fenômeno: logo após o pôr do sol, e em locais próximos da orla com ampla visão do horizonte. Nesse período, a Lua estava completamente encoberta, e nem os efeitos que tingiram o firmamento com uma luz de tom laranja avermelhado visto em outras cidades da região Nordeste como Recife deram o ar da graça na capital potiguar. A coloração conferiu o título de Lua de Sangue ao fenômeno de ontem.

De um ponto no Alecrim, o fotógrafo e publicitário Clodoaldo Damasceno conseguiu fazer um registro do eclipse já em sua fase parcial
De um ponto no Alecrim, o fotógrafo e publicitário Clodoaldo Damasceno conseguiu fazer um registro do eclipse já em sua fase parcial

Mas o espetáculo celeste, tido como o eclipse total mais longo do século 21 com 1h42 de duração, foi visto em raros momentos entre as nuvens de diversos pontos da cidade. O geógrafo Leo Selva Ortêncio e Silva Torres, de 41 anos, disse que deu sorte. “Foi rápido, de relance, estava na UFRN na hora que as nuvens deixaram uma brecha. Durou pouco mais de um minuto”, disse ele.

Nas redes sociais, fotos da Lua cheia avermelhada com aspecto de quarto minguante foram compartilhadas por várias pessoas. A reportagem da TRIBUNA DO NORTE tentou visualizar, sem êxito, o eclipse a partir da Via Costeira.

Na Via Costeira, algumas pessoas procuraram observar o fenômeno, mas não tiveram êxito
Na Via Costeira, algumas pessoas procuraram observar o fenômeno, mas não tiveram êxito

O vendedor José Edinaldo da Costa, de 30 anos, estava no Alecrim por volta das 18h30 quando conseguiu ver o eclipse da Lua – já na fase parcial. “Deu para ver por um tempo, mas a Lua estava pequena, já alta no céu. Depois voltou a ficar tudo nublado e a chuva atrapalhou”. O fotógrafo e publicitário Clodoaldo Damasceno, que mora no Alecrim, conseguiu fazer um clique: “Abriu rapidinho e fechou de novo, só o tempo de fazer a fotografia”. Outros relatos deram conta do aparecimento do eclipse em Candelária, Ponta Negra, Capim Macio, Alecrim e no Conjunto Pajuçara, zona Norte de Natal.

A advogada Cynthia Bulik estava no bairro de Capim Macio quando conseguiu ver a Lua cheia em 'quarto minguante': “Estava coberta pela metade, foi rápido e logo voltou a chover”, informou. O astrônomo amador e estudante universitário Rodrigo Augusto Rodrigues, de 38 anos, também viu: “Estava em casa, em Capim Macio, e foi bem rápido: menos de dez minutos. A Lua estava começando a sair da sombra”.

Nuvens escuras e a chuva que caiu nesta sexta sobre Natal impediram a visualização do eclipse lunar
Nuvens escuras e a chuva que caiu nesta sexta sobre Natal impediram a visualização do eclipse lunar

De acordo com os astrônomos do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, esse foi o eclipse lunar mais longo do século 21 com 1h42 de duração na fase total – e quase 4 horas de fase parcial (das 16h30 às 20h29 pelo horário de Brasília). Durante o eclipse da Lua de Sangue também foi possível avistar à olho nu os planetas Vênus, Saturno, Júpiter e Marte (este último bem ao lado do satélite natural terrestre).

Aplausos
No Brasil, a melhor capital para ver o eclipse da Lua foi Recife: os recifenses puderam ver o fenômeno a partir das 17h21 – seguida de João Pessoa, que visualizou o alinhamento total um minuto depois. Um eclipse lunar total acontece quando Sol, Terra e Lua se alinham, e o planeta projeta sua sombra no satélite. O tom laranja avermelhado da cor da Lua de Sangue também pode ser relacionada à poluição atmosférica.

De acordo com registros feitos na capital pernambucana, quando o céu ficou limpo pouco antes das 18h, pessoas que acompanharam o fenômeno do Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, aplaudiram o espetáculo celeste.


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