Educação e esporte

Publicação: 2019-08-03 00:00:00 | Comentários: 0
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Itamar Ciríaco/ itamar@tribunadonorte.com.br

É ponto pacífico que a educação e o esporte caminham de mãos dadas. As lições aprendidas com a prática esportiva são fundamentais para a socialização das nossas crianças na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e saudável. Apesar disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, da última pesquisa relativa ao Censo Escolar em 2017, apontam que as escolas públicas municipais do País não têm estrutura adequada para a prática de esportes. Em 27% das cidades brasileiras os estabelecimentos de ensino têm campo de futebol, ginásio, piscina ou pista de atletismo. Nem mesmo a Olimpíada do Rio de Janeiro foi capaz de mudar essa realidade. Em 2016 havia apenas 43 pistas de atletismo em escolas públicas e 265 piscinas. Ao todo, o País tem 4.190 instalações esportivas em 3.971 escolas municipais. Pouco mudou de lá para cá.

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Uma das grandes vitórias dos educadores físicos foi a inserção da disciplina na Base Nacional Comum Curricular, que é um documento lançado pelo Ministério da Educação, que define as aprendizagens essenciais que os alunos brasileiros devem ter no Ensino Básico. O objetivo é que, independente das diferenças sociais ou culturais, todos os estudantes tenham seus direitos de acesso ao conhecimento preservados. A conquista da Educação Física veio com a inserção da disciplina na área de Linguagens, ao lado das disciplinas de Artes, Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Sendo assim, a atividade assumiu, além do aspecto físico, um papel sociocultural importante no desenvolvimento dos alunos.

Educação e esporte 2
No entanto, as duas notas anteriores precisam caminhar de braços dados para o perfeito funcionamento da disciplina e para que ela consiga atingir seus objetivos. Apenas a introdução na Base Nacional Curricular não funciona sem que haja uma estrutura mínima para os alunos. Pior que isso, como tudo no processo educacional, o desenvolvimento nessa área está interligado com outras ações tais como, evasão escolar, alimentação adequada, educação em tempo integral, integração entre a escola e a comunidade, participação dos pais, qualificação dos professores e, claro, salários dignos e em dia para os educadores. É fundamental que os gestores atentem muito mais para políticas de estado na educação e esporte e menos para a política de governo, muito mais associada a interesses eleitorais.

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Desde 2017, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou a proposta que obriga a construção de quadras poliesportivas para a prática de educação física e de outras atividades esportivas em todos os novos estabelecimentos públicos de ensino fundamental e médio. No entanto, de lá para cá, apenas algumas ações esporádicas foram vistas no País. Muito disso porque, em escolas, principalmente no interior dos estados e periferia, funcionam em locais improvisados, alugados, meros depósitos de estudantes. Esses locais não são adequados para aprender o básico, imaginem para que o aluno possua uma formação multidisciplinar. Temos muito a evoluir antes de atingirmos o desenvolvimento de nações do primeiro mundo, mas podem ter certeza, esse processo começa na escola e com a ajuda do esporte.

Desafio
O ABC tem um desafio gigante pela frente. Dois jogos fora de casa e necessidade de, no mínimo, quatro pontos para respirar um pouco mais aliviado e tentar, na partida contra o Sampaio Corrêa, em Natal, o salto para escapar do rebaixamento para a Série D do Campeonato Brasileiro. O primeiro passo será na segunda-feira contra o Ferroviário, na Arena Castelão. O time cearense estreia o técnico Marcelo Veiga. Apesar de estar na parte de cima da tabela, o “Ferrão” terá seu terceiro treinador na competição. Esse é um dos pontos que o time potiguar precisa tentar aproveitar. Mudanças de comando geram motivação, mas também fazem surgir a desorganização. Outro ponto que pode ser aproveitado é o jogo no Castelão. No PV a pressão seria maior. Depois o time de Roberto Fernandes segue direto para o Maranhã, onde enfrentará o Imperatriz. Na minha opinião, o “Cavalo de Aço”, de Paulinho Kobayashi é um osso mais duro de roer, pela boa fase que vive.

Eleição
Fica claro que existe uma divisão de opiniões no América, que começa com a tentativa de alguns alvirrubros convencer o Conselho a antecipar o processo eletivo no América. Ricardo Bezerra se mostrou favorável. Alex Padang também. No entanto, o presidente do Conselho Deliberativo, José Rocha já afirmou, em entrevistas, que não pensa em aderir a tal procedimento. Essas opiniões divergentes podem fazer surgir chapas oponentes no pleito e sepultar a possibilidade de consenso. Isso não significa que o clube sairá do processo desunido. Tudo faz parte do jogo democrático.

Globo
O Globo precisa manter a concentração durante a partida inteira. Em vários jogos, ficou evidente essa oscilação, principalmente próximo do apito final do árbitro. A equipe tem perdido pontos fundamentais e segue brigando contra o rebaixamento para a Série D. Contra o Náutico tem que concentrar, aumentar a intensidade e usar o cérebro. Nesse quesito “pensar” o jogo, prefiro a presença de Jeam Natal, no meio campo, à de Chiclete.


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