Educação x pobreza

Publicação: 2019-10-15 00:00:00 | Comentários: 0
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Luiz Antônio Felipe
laf@tribunadonorte.com.br

O trio de economistas que ganhou o Nobel de Economia por pesquisas sobre combate à pobreza, revela que os  estudos permitiram  obter exemplos de ações mais eficazes para melhorar a saúde infantil e o desempenho escolar. Os pesquisadores Abhijit Banerjee e Michael Kremer e a franco-americana Esther Duflo, vencedores do Nobel de Economia, ganharam por conta da abordagem experimental para combater e aliviar a pobreza no mundo. Ao anunciar os vencedores, o comitê do Nobel destacou que as pesquisas realizadas pelos premiados "melhoraram consideravelmente a capacidade de combater a pobreza global”. O Brasil pode muito bem adotar essa abordagem no ensino fundamental.

Análise
Segundo a Academia Real de Ciências da Suécia, os três economistas "introduziram uma nova abordagem para obter respostas confiáveis sobre os melhores modos de se combater a pobreza”.  "As descobertas da pesquisa dos premiados melhoraram drasticamente nossa capacidade de combater a pobreza na prática. Como resultado de um de seus estudos, mais de 5 milhões de crianças indianas se beneficiaram de programas de reforço escolar nas escolas", afirmou o comitê.

Atividade (I)
O IBC-Br sobe 0,07% em agosto em relação a julho, ante alta esperada de 0,2%. O Índice do BC considerado prévia do PIB acumula altas de 0,87% em 12 meses e de 0,66% no ano; em comparação a agosto de 2018, houve queda de 0,73%. Nos 12 meses encerrados em agosto, o crescimento acumulado pelo indicador foi de 0,87% na série sem ajuste. A economia continua estagnada.

Atividade (II)
Devido às revisões constantes, o IBC-Br medido em 12 meses é mais estável do que a medição mensal, assim como o próprio Produto Interno Bruto (PIB). Em comparação a agosto de 2018, o índice teve queda de 0,73% na série sem ajuste. No ano, a variação positiva é de 0,66%. Já a taxa de juro menor reduz a meta de superávit.

Projeções
As previsões do mercado financeiro mantêm o PIB e veem inflação menor em 2019. As projeções divulgadas no Boletim Focus do Banco Central são as seguintes: Inflação caiu de 3,42% para 3,28% o PIB mantido em 0,87%; o dólar: mantido em R$ 4 e a taxa Selic: mantida em 4,75%.  O juro menor reduz a meta de superávit primário. Com queda do juro, o rendimento  da caderneta de poupança “antiga”, até 2012 rende 6,17% e bate outros investimentos conservadores.

Distorções no campo
Os trabalhadores da fruticultura estão entre os 20% mais pobres da população brasileira. Quem traz essa constatação é o relatório da Oxfam, com dados inéditos sobre safristas que atuam no RN.  Dados do estudo “Frutas Doces, Vidas Amargas”, publicado pela Oxfam Brasil, os trabalhadores safristas fazem parte da parcela mais pobre da população brasileira. No Rio Grande do Norte, eles conseguem, no máximo, um salário de 56% do que seria considerado digno pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O relatório teve contribuição de membros do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Salários
A Oxfam Brasil apurou que a média dos salários dos trabalhadores do melão, manga e uva no Rio Grande do Norte, na Bahia e em Pernambuco equivale a apenas 56% do que seria considerado uma quantia digna pela OIT. Os trabalhadores safristas, contratados apenas em partes do ano, estão, portanto, entre a parcela mais pobre da população brasileira.

Cadastro
O Banco Central escolhe as empresas que vão gerir o cadastro positivo. Quatro instituições estão autorizadas a gerir informações dos consumidores enviadas por instituições financeiras. O banco de dados deve começar a funcionar em novembro. Expectativa é de que o acesso ao crédito seja facilitado a bons pagadores, com taxas menores. Cerca de 47% dos brasileiros já ouviram falar do novo banco de dados.

Aplicações (I)
O Banco do Nordeste supera os R$ 20 bilhões de FNE aplicados em 2019 distribuídos em 410 mil operações de crédito. Os setores da economia que mais impulsionaram as contratações foram comércio, serviços, e infraestrutura. Dos R$ 20 bilhões contratados, destaca-se o crédito tomado por micro e pequenos empresas e por produtores rurais.

Aplicações (II)
As MPES já buscaram R$ 2,5 bilhões em 2019. No Rio Grande do Norte, somente em 2019, o Banco do Nordeste já aplicou R$ 2,37 bilhões com recursos do FNE, por meio de 23,6 mil contratos de crédito. O valor supera em 21% o registrado até o mesmo período do último ano. Para empreendimentos da região semiárida potiguar foi destinado cerca de R$ 1,95 bilhão.








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