Ei, Psyu! Bloco completa 41 carnavais sem parar de sair

Publicação: 2018-01-31 00:00:00 | Comentários: 0
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Saca Rolha, Bakulejo, Puxa-Saco, Apaches, Ressaka, Jardim de Infância, Bakurinhas, Mundiça, Alambike, Carga Pesada, A Pomba, Cafajestes, Formula 1, Ki-Sarro, Meninões... Vários foram os blocos alegóricos de Natal que fizeram a folia no carnaval de antigamente. Mas de todos, o único “inoxidável”, ou seja, que continua na ativa, é o Psyu. Em 2018 o bloco completa  quatro décadas de história e ganha uma justa homenagem do projeto Grandes Carnavais. Nesta quarta-feira (31), a turma estará presente no Ensaio da Lua Cheia, esquenta que o Grandes Carnavais promove no Real Botequim (Cidade Jardim). A festa começa às 19h, com o ensaio da orquestra Frevo do Xico, seguido por shows de Rildo Lima, Carlos Zens e Jolina, e Sueldo Soaress encerrando a noite. A entrada é gratuita.

Desde 1978, bloco Psyu sai as ruas com seus famosos carroções de madeira puxados pelo trator
Desde 1978, bloco Psyu sai as ruas com seus famosos carroções de madeira puxados pelo trator

O Psyu surgiu no carnaval de 1978, no bairro de Potilândia. Nos anos seguintes a turma partiu para curtir a festa em outros locais, como Redinha e Tirol, até chegar ao Alecrim. É no bairro comercial que há pelo menos 25 anos o grupo sai em folia pelas ruas, nos quatro dias de carnaval.

Em 2018, a agenda do bloco estará mais extensa. Nos dias 9 e 10 de fevereiro a turma vai levar seus estandartes e trio de alegorias para brincar em Petrópolis, junto aos outros blocos do Grandes Carnavais. Mas de domingo até a quarta-feira de cinzas, a animação volta com força renovada para o Alecrim.

Um dos fundadores do Psyu, Orlando Peixoto explica a origem do nome. “O nome do bloco foi escolhido como um chamamento de atenção das autoridades da época. Ei psiu...”, diz o carnavalesco, que lembra com alegria o período áureo dos blocos alegóricos. “O ponto alto da festa era na Avenida Deodoro da Fonseca. Lá os blocos se encontravam para um desfile de carroções alegóricos puxados por tratores. Esses desfiles ficaram sendo conhecidos com Corso. Durante o Corso também aconteciam as batalhas de lança perfume, confetes e serpentinas coloridas, que deslizavam no ar com o movimento lento dos carros”, conta.

Orlando recorda ainda outra brincadeira típica da época: os Arrastões nas casas. “Quem não se lembra dos assaltos feitos pelos blocos de elite nas casas dos amigos! Naquela época a palavra assalto tinha conotação amistosa e carnavalesca. Significava comer, beber e alegrar os proprietários da casa”, comenta o potiguar. “Por todo este legado cultural e pela resistência a ação do tempo, podemos dizer que o Bloco Psyu é 'INOXIDAVÉL!'”, afirma Orlando, animado para mais um carnaval em Natal.

Serviço
Ensaio de Lua Cheia, do Grandes Carnavais (prévia)

Dia 31 de janeiro, às 19h

Real Botequim (Shopping Cidade Jardim). Entrada gratuita.


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