El Niño está mais intenso

Publicação: 2015-11-18 00:00:00 | Comentários: 0
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Os governos em todo o mundo devem se preparar para o pior evento climático dos últimos 65 anos. O alerta foi emitido pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), ao divulgar na segunda-feira, os dados mais recentes sobre o fenômeno El Niño. Eles mostram que o evento está se intensificando, devendo atingir a fase máxima em janeiro. De acordo com a OMM, em agosto deste ano, as temperaturas da superfície do mar, no Pacífico Sul, chegaram a atingir 1 grau acima do nível habitual do El Niño.
Junior SantosNível da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, no Vale do Açu, é o menor já registrado pelo DnocsNível da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, no Vale do Açu, é o menor já registrado pelo Dnocs

Os meteorologistas dizem que até o final do ano a temperatura da superfície da água do mar irá superar a média histórica em 2 graus centígrados. Se isso acontecer El Niño-2015 estará entre os três eventos mais fortes desde 1950.

Com uma agravante: diferente de décadas atrás, o evento de agora está relacionado a mudanças climáticas provocadas pela ação do homem, com degelo nos polos da Terra.

Além da pior seca no Nordeste brasileiro, que deixou os reservatórios de água para abastecimento humano e geração de energia abaixo dos níveis de segurança, El Niño é apontado como causa da grande estiagem no Equador, Peru e em países da América Central.

Estudos realizados com base em imagens capturas por satélites meteorológicos indicam que o fenômeno deste ano já supera o do período 1997-1998, até então mais forte já registrado pela Organização  Mundial de Meteorologia.

Um outro estudo, divulgado no mês passado com base em dados climatológicos da Nasa, mostrou que as reservas hídricas do Nordeste perdem, a cada seca, 49 trilhões de litros/ano. Isso equivale a 20 barragens do porte da Armando Ribeiro, mais uma Santa Cruz, mais uma Umari.

No mês passado, dois especialistas em estudos climáticos - Caio Augusto Coelho e Luiz Carlos Molion - estiveram em Natal participando de um Simpósio Internacional de Climatologia. Mesmo ressaltando que ainda era cedo para fazer previsões sobre a quadra chuvosa no semiárido Nordestino, os dois estavam preocupados com a evolução de El Niño. “É preciso aguardar a configuração do Atlântico para ver se ele vai atuar em conjunto com o Pacífico para desfavorecer a chuva, ou agir de forma contrária”, disse Caio Augusto. Molion acha que teremos um novo ano de seca. A barragem Armando Ribeiro está com menos de 25% da capacidade de acumular água.

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