Eleição para a Prefeitura

Publicação: 2020-01-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Garibaldi Filho
Ex-senador

Estou retornando às páginas da  nossa Tribuna do Norte. Minha participação ocorrerá com abordagens, sobretudo, de temas políticos, culturais e econômicos. Vou começar falando da eleição para prefeito de Natal, que está com especulações correndo soltas e para todos os gostos.

No centro dos acontecimentos, temos a candidatura do atual prefeito Álvaro Dias, que dá continuidade à administração de Carlos Eduardo, imprimindo o seu estilo e marca na administração municipal.

Sei que os leitores gostariam que avançasse no campo das cogitações sobre as possibilidades de cada um dos possíveis candidatos. Mas resolvi voltar os olhos para outro momento, recordando o renascimento das eleições para prefeito no já distante ano de 1985.

Foi um momento histórico relevante e, por isso, é sempre oportuno destacar episódios daquele período. Afinal, aquela eleição assinalava a volta das eleições diretas para as Prefeituras das capitais, que tinham sido suprimidas no período autoritário, durante vinte anos.

Eu estava no quarto mandato de deputado estadual. Depois do lançamento da minha candidatura a prefeito, resolvi me despedir dos meus colegas, falando da saudade que sentiria, após deixar a Assembleia Legislativa.

Foi aí que, ao conceder um aparte ao deputado Nelson Queiroz, não esperava ouvir o que ele afirmou, dizendo que não me despedisse, porque perderia  a eleição e, para a satisfação dos colegas, continuaria na Assembleia.

Depois desse fato, vimos a campanha se agigantar e mobilizar todo o Estado. Afinal, tratava-se da única eleição no estado inteiro, uma vez que a disputa foi apenas nas capitais, que voltavam a ter a escolha direta dos prefeitos.

Com isso, caravanas chegavam todos os dias das diversas regiões do Estado e os candidatos que se desdobrassem para dar conta de toda aquela luta política.

Eu tinha como adversária Wilma de Faria, reconhecida por todos como uma candidata incansável e de grande espírito de luta. Foi aí que chego ao bairro Felipe Camarão e me deparo com um grande número de correligionários apreensivos, dizendo que “a mulher subiu o morro” e que eu teria de subir.

Depois de alguma relutância, resolvi subir o morro, o que me custou uma grande exaustão.

As campanhas que enfrentei, depois, tinham exigências dessa natureza. Mas, não tenham dúvida de que aquela disputa eleitoral em Natal deixou a marca de um esforço descomunal, tanto no aspecto físico, quanto no emocional.

Espero voltar a conversar com vocês sobre os temas que envolveram os debates da campanha, pois já naquele tempo o Plano Diretor preocupava candidatos e eleitores.

Não há como omitir que, eleito, isso me levou a receber uma cobrança bastante acentuada, o que também espero abordar nas próximas oportunidades.

Essas experiências — tanto do período da campanha, quanto da administração da capital — podem nos proporcionar reflexões úteis, principalmente neste ano no qual estaremos voltados para o debate eleitoral, que é tão importante para os destinos de Natal e interessa a todos que têm o olhar voltado aos temas relevantes para a cidadania.


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