Em 12 semanas, mais 3,1 milhões de pessoas ficam sem emprego no País

Publicação: 2020-08-15 00:00:00
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O número de desempregados no Brasil diante da pandemia do novo coronavírus teve alta de 31% em 12 semanas, o que corresponde a um aumento de cerca de 3,1 milhões de pessoas sem trabalho no País no período. A população desocupada do País saiu de 9,8 milhões na primeira semana de maio (3 a 9 de maio) para 12,4 milhões entre 19 e 25 de julho. Esse número está um pouco acima do registrado na semana anterior (5 a 11 de julho), quando era de 12,2 milhões. Pnad mostra que a taxa de desocupação saltou, em apenas sete dias, de 13,1% para 13,7%. Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios covid-19 (Pnad covid-19) semanal, divulgada nesta sexta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Créditos: Magnus NascimentoCerca de 5,8 milhões de pessoas estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social Cerca de 5,8 milhões de pessoas estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social


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A pesquisa mostra que a reabertura de serviços e estabelecimentos comerciais em meio à suspensão gradual das medidas de isolamento social adotadas no combate à pandemia do novo coronavírus ainda não estancou a deterioração do emprego no País. Na quarta semana de julho, já faltava trabalho para quase 41 milhões de brasileiros, meio milhão a mais do que na semana anterior, segundo os dados da Pnad Covid-19. O mercado de trabalho ainda está na fase de dispensas, não de admissões, afirmou Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

A PNAD covid-19 estimou em 81,2 milhões a população ocupada do País na semana de 19 a 25 de julho, com estabilidade em relação à semana anterior (81,8 milhões de pessoas) e queda em relação à semana de 3 a 9 de maio (83,9 milhões de pessoas), quando saiu a primeira pesquisa elaborada pelo IBGE. A população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 72,3 milhões de pessoas, estável em relação à semana anterior (72,5 milhões) e com aumento frente à semana de 3 a 9 de maio (63,9 milhões). Entre essas pessoas, 8,3 milhões (ou 11,5%) trabalhavam remotamente. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (8,2 milhões ou 11,3%) e, em números absolutos, ficou estável em relação à semana de 3 a 9 de maio (8,6 milhões), porém com queda em termos percentuais frente àquela semana (13,4%).

Já nível de ocupação foi de 47,7%, estável frente à semana anterior (48,0%) e com queda em relação à semana de 3 a 9 de maio (49,4%). A taxa de informalidade foi de 33,5%, com aumento em relação à semana anterior (32,5%), porém recuando frente à semana de 3 a 9 de maio (35,7%).

Afastamento do trabalho
Cerca de 5,8 milhões (7,1% da população ocupada) estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. Esse contingente ficou estável em relação à semana anterior (6,2 milhões ou 7,5% da população ocupada) e caiu frente à semana de 3 a 9 de maio (16,6 milhões ou 19,8% dos ocupados). A taxa de participação na força de trabalho ficou em 55,3% na semana de 19 a 25 de julho, estável em relação à semana anterior (55,2%) e na comparação com a primeira semana de maio (55,2%).

A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) era de 76,0 milhões de pessoas, estável em relação à semana anterior (76,2 milhões) e frente à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Nessa população, cerca de 28,0 milhões de pessoas (ou 36,9% da população fora da força de trabalho) disseram que gostariam de trabalhar. Esse contingente ficou estável em relação à semana anterior (28,0 milhões ou 36,7%) e frente à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

Cerca de 18,5 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 24,4% das pessoas fora da força. Esse contingente permaneceu estável em relação à semana anterior (18,6 milhões ou 24,4%) e em comparação com a semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 25,1%).

Números
81, 2 milhões de pessoas é a população ocupada no País, segundo a PNAD Covid 
12,4 milhões de pessoas é o número de desempregados na semana de 19 a 25 de julho deste ano
13,7% é a taxa de desocupação no Brasil, segundo dados da PNAD Covid divulgada ontem
41 milhões de pessoas em todo o País estão sem emprego, por causa da pandemia