Em delação, Palocci cita Fátima como beneficiária de recursos irregulares para campanha

Publicação: 2019-12-02 13:41:00 | Comentários: 0
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O ex-ministro da Fazenda e Casa Civil Antônio Palocci citou mais duas pessoas do PT como beneficiárias de esquemas fraudulentos de distribuição de verbas para campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores: a deputada paranaense Gleisi Hoffmann e a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra. As informações foram publicadas pela revista Crusoé e, segundo a publicação, fazem parte da delação de Palocci à Polícia Federal.
Antonio Palocci relatou pagamento em troca de informações bancárias privilegiados
Antônio Palocci, ex-ministro dos governos de Lula e Dilma

De acordo com o documento a que a revista teria tido acesso, o ex-ministro disse que à Polícia Federal que era o responsável pela distribuição de propinas pagas pela empreiteira Camargo Corrêa para bancar parte das campanhas eleitorais do PT nas eleições gerais de 2010. À época, Gleisi Hoffmann disputou e venceu a eleição do Senado Federal, enquanto Fátima conseguiu a reeleição para a vaga de deputada federal.

Segundo disse Palocci, as duas petistas sabiam que o dinheiro era oriundo de operação ilícita do PT com a Camargo Corrêa. Não foi informado pela publicação, no entanto, o valor pago às petistas referentes às supostas propinas. Porém, a revista informa que Palocci disse, ainda, que Gleisi Hoffmann recebeu doações extraoficiais da OAS no valor de R$ 800 mil.

Em nota, a assessoria de Fátima Bezerra disse que a "Camargo Corrêa não fez doação à campanha da então candidata à deputada federal em 2010", informando que não há o registro na prestação que está no no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressaltando ainda que as contas foram aprovadas. Segundo a nota, Fátima Bezerra e a coordenação de campanha "jamais trataram com a Camargo Corrêa e com Antônio Palocci sobre a campanha de 2010 ou qualquer outra", e esperam que as informações sejam devidamente apuradas e esclarecidas.

Até o momento, deputada Gleisi Hoffmann não se manifestou sobre o caso.


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