Natal tem bom movimento em 1º dia de abertura do comércio; veja o que pode funcionar

Publicação: 2020-07-01 00:00:00
O primeiro dia de reabertura gradual da economia em Natal foi de grande movimento nas ruas do principal bairro comercial da cidade, o Alecrim, e cautela dos lojistas. Ontem (30) aproximadamente metade das lojas que estavam fechadas voltaram a abrir as portas com regras sanitárias para iniciar uma fase que está sendo chamada pelo governo estadual de “o novo normal.” Segundo o vice-presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba), Matheus Feitosa, o primeiro dia desta nova etapa “contou com muito cuidado.”

Créditos: Magnus NascimentoTermômetro do comércio na capital, Alecrim reabriu aproximadamente metade das lojas que estavam fechadasTermômetro do comércio na capital, Alecrim reabriu aproximadamente metade das lojas que estavam fechadas

A reabertura gradual está marcada para iniciar em todo estado nesta quarta-feira (1º) mas foi antecipada em Natal por decisão da Prefeitura, que publicou um decreto autorizando o retorno nesta terça-feira. Ainda segundo Feitosa, a grande maioria dos lojistas do Alecrim com estabelecimentos fechados estavam preparados para o retorno desde o dia 17 de junho, quando o governo estadual anunciou a primeira previsão de reabertura.

Entre as medidas adotadas pelos lojistas está a medição de temperatura na entrada das lojas e controle da quantidade de pessoas em um ambiente interno, além do uso obrigatório de máscaras. O maior medo dos empresários, segundo disse o representante da Aeba, é o contágio voltar a aumentar e o governo retroceder às medidas. “Os lojistas estão muito preocupados em seguir as medidas que foram recomendadas para não haver nenhum problema. O que a gente espera é se acostumar a esse novo normal, se adaptar”, disse.

O temor de um aumento no contágio do novo coronavírus é geral. No mesmo dia, a governadora Fátima Bezerra pediu “responsabilidade geral” para o cumprimento das medidas, direcionando o discurso diretamente para “a sociedade e o setor produtivo.” O pedido foi feito durante a coletiva de imprensa diária da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap). O secretário-adjunto de Saúde do Estado, Petrônio Spinelli, e o cientista e membro do comitê técnico da Sesap, Ricardo Valentim, pediram o mesmo esforço. “Essa é uma responsabilidade geral”, sintetizou Spinelli. 

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal pediu “compreensão e paciência” para os donos de estabelecimentos que permanecem fechado e responsabilidade aos que abriram na primeira fase. “Aos que vão abrir na primeira fase, a responsabilidade aumenta com aqueles que ficarão para segunda fase, pois a abertura deles dependem do seu bom comportamento nessa primeira fase”, declarou o presidente da entidade, José Lucena.

O movimento no Alecrim, que já registrou aglomerações durante os 100 dias de medidas de distanciamento social mais rígido, teve filas na entrada de estabelecimentos que voltaram a funcionar. A Polícia Militar também esteve presente no local para fiscalizar as medidas sanitárias que continuam em vigor. Uma parte considerável do bairro, no entanto, permanece fechada. É o caso do Camelódromo, considerado galeria. Entretanto, o número de consumidores nesta terça-feira foi avaliado como positivo pelo representante da Aeba.

A primeira etapa da primeira fase da reabertura, que é subdivida, favorece principalmente as pequenas lojas, de até 300 m², com “portas para a rua”. O Alecrim concentra grande parte destes estabelecimentos, como lojas de roupas. Mas salões de beleza, barbearias e outros estabelecimentos também puderam voltar a funcionar. A segunda etapa da primeira fase de reabertura deve começar no próximo dia 8, com a abertura de lojas de até 600 m².

O protocolo de reabertura adotado pela prefeitura de Natal, que permitiu a reabertura no bairro nesta terça-feira, e pelo governo estadual, que se inicia nesta quarta, é praticamente o mesmo e foi elaborado pelas federações e entidades empresariais. Por isso, segundo Feitosa, não houve dúvidas com relação ao retorno.

Reabertura gradual da economia no Rio Grande do Norte
Após Natal, todas as cidades do Estado poderão começar a retomar suas atividades 

ESTABELECIMENTOS - FASE 1 (01/07)
Fração 1:
Atividades de informação, comunicação, agências de publicidade, design e afins; 

Centros de distribuição, distribuidoras, depósitos; 

Atividades dos serviços sociais autônomos (Sistema S) e afins, excluídas as escolas a eles vinculadas; 

Salões de beleza, barbearias e afins; 

Lojas de até 300 m² (trezentos metros quadrados) com porta para a rua dos seguintes ramos: papelarias, bancas de revistas; comércio de produtos de climatização; comércio de bicicletas e acessórios; comércio de vestuário; e armarinho.

Fração 2 (08/07)
Serviços de alimentação de até 300 m²;

Estabelecimentos com até 600 m² e com porta para a rua dos seguintes ramos: comércio de móveis, eletrodomésticos e colchões; lojas de departamento e magazines não localizados dentro de shopping centers ou centros comerciais; agências de turismo; comércio de calçados; comércio de brinquedos, artigos esportivos e de caça e pesca; comércio de instrumentos musicais e acessórios; de equipamentos de áudio e vídeo; de eletrônicos/informática; de equipamentos de telefonia e comunicação; joalherias, relojoarias, bijuterias e artesanatos; comércio de cosméticos e perfumaria.

REGRAS GERAIS PARA FUNCIONAMENTO
Garantir o distanciamento interno de pelo menos 1,5 m (um metro e meio) entre as pessoas;

Impedir a entrada de pessoas dos grupos de risco e infectados pelo novo coronavírus;

Impedir o acesso de pessoas sem máscaras de proteção;

Estabelecer horários alternativos para diminuir a possibilidade de aglomeração e a concentração de pessoas;

Planejar horários alternados para seus colaboradores;

Manter o teletrabalho para todas as atividades que possam funcionar nessa modalidade, conforme condição de cada empresa;

Implementar medidas de prevenção nos locais de trabalho, destinadas aos trabalhadores, usuários e clientes;

Realizar ampla campanha de comunicação social da empresa junto aos seus colaboradores, funcionários e clientes;

Cumprir o disposto na Lei Federal nº 13.589, de 4 de janeiro de 2018, bem como na Resolução nº 9 da ANVISA na hipótese de utilização de ar condicionado.